China pede que produtores contenham preços de óleos comestíveis

O governo chinês pediu aos produtores do país que evitem aumentar os preços dos óleos comestíveis "a não ser que seja absolutamente necessário", apesar de não existir nenhum sistema de controle dos preços de óleos de cozinha, afirmou a Wilmar International Ltd, maior empresa produtora de óleo de palma do mundo, nesta sexta-feira.

Reuters

27 de julho de 2012 | 12h23

A empresa listada em Cingapura afirmou que Pequim havia pedido que os fornecedores de óleo comestível do país mantivessem seus preços estáveis, o que levou as ações da Wilmar a caírem até 6,4 por cento nesta sexta-feira para seu nível mais baixo em três anos.

"Não há como controlar os preços dos óleos de cozinha, mas o governo aconselhou às empresas que o aumento dos mesmos devem ser evitados, a menos que seja absolutamente necessário", afirmou o porta-voz da Wilmar nesta sexta-feira.

A última vez que a China limitou os preços dos óleos comestíveis foi em 2010 em meio a uma crescente inflação, uma jogada que fez as ações das empresas produtoras despencarem.

De qualquer maneira, os produtores não planejam aumentar os preços do óleo de soja a curto prazo, uma vez que os preços do mercado já registraram queda de 3 por cento nesta semana devido aos preços mais baratos do óleo de palma, que atingiram seus valores mais baixos em cinco semanas. O óleo de palma é um substituto fundamental para o óleo de soja.

A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reformas estava mais preocupada com os preços do óleo de amendoim, que recentemente tiveram alta devido a uma baixa no fornecimento doméstico, afirmou uma fonte da indústria.

"Os preços do óleo de amendoim tiveram uma alta considerável, por isso os fornecedores estão sendo solicitados a estabilizarem seus preços", disse uma fonte da indústria que pediu para não ser identificada.

O óleo de amendoim corresponde a somente cerca de 9 por cento do consumo de óleos comestíveis na China.

(Reportagem de Niu Shuping e Fayen Wong)

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