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China planeja criar fundos para utilizar reservas

O Banco do Povo da China (PBOC, o banco central do país) planeja criar uma variedade de fundos que farão uso das grandes reservas internacionais chinesas. Os planos incluem fundos de investimento de propósito especial e um fundo de estabilização de câmbio externo dedicado a intervenções do mercado, segundo a agência de notícias local Caixin Media.

DANIELLE CHAVES, Agencia Estado

25 de abril de 2011 | 11h05

"Autoridades relevantes" estão estudando uma proposta do PBOC para criar fundos que poderão usar as reservas para investir em setores como o de energia e o de metais preciosos, bem como um fundo que permitirá que o banco central influencie nas taxas de câmbio, informou a agência, citando uma fonte. Essa fonte disse que os fundos serão livremente baseados no fundo soberano da Noruega, conhecido como Fundo do Petróleo, que usa os lucros das companhias de petróleo do país para isolar a economia local das flutuações de preços.

O fundo de estabilização cambial proposto permitirá que o PBOC compre moedas estrangeiras diretamente do mercado sem ter de imprimir novas cédulas, segundo a Caixin. Se Pequim capitalizar o fundo por meio de uma venda de bônus especial, como fez quando criou o China Invetment Corp. (CIC), o fundo soberano do país, poderá evitar um aumento da oferta monetária com novas emissões de yuan.

A agência informou ainda que um fundo de estabilização cambial geralmente é composto por ouro, moedas internacionais e a divisa doméstica. Na semana passada, o presidente do PBOC, Zhou Xiaochuan, afirmou que o governo está trabalhando para reduzir a acumulação de reservas internacionais, que injetam excesso de dinheiro na economia e "excedem nossas exigências racionais".

"Não há solução abrangente ou sistemática, mas o PBOC precisa pensar em meios de estabilizar a oferta monetária doméstica. Caso contrário, isso levará a bolhas de ativos. Um fundo como esse será uma tentativa de encontrar um caminho", comentou Chen Xingdong, economista do BNP Paribas. As reservas internacionais da China são as maiores do mundo e totalizavam US$ 3,0447 trilhões no fim de março, de acordo com dados do PBOC.

Inflação

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da China subirá cerca de 4,5% neste ano, segundo afirmou hoje Chen Dongqi, vice-diretor do instituto de pesquisa macroeconômica da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC, na sigla em inglês), de acordo com a agência de notícias Xinhua. De acordo com a projeção de Chen, o CPI deverá aumentar mais de 5% no primeiro semestre, antes de se desacelerar, na medida em que as políticas de aperto monetário gradualmente tiverem efeito.

Xu Lianzhong, uma autoridade do departamento de supervisão de preços da NDRC, afirmou que o CPI chinês provavelmente vai subir entre 4,9% e 5,1% no segundo trimestre deste ano e um pouco menos de 5% no segundo semestre, também de acordo com a Xinhua. Xu declarou que será "relativamente difícil" atender à meta do governo de inflação de 4% em todo o ano. As informações são da Dow Jones.

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