David Gray|Reuters
David Gray|Reuters

China planeja grandes fusões de estatais

Governo espera formar ‘campeãs nacionais’ que possam concorrer com companhias no mercado internacional; especialistas estão céticos

O Estado de S.Paulo

10 de dezembro de 2015 | 08h11

XANGAI - O governo da China está considerando fundir algumas das maiores companhias estatais do país e informou que vai combinar as duas principais empresas de metais locais. A China já fundiu fabricantes de trens e empresas de tecnologia nuclear e está em processo para unir duas estatais do setor naval.

Nas últimas semanas, ações de estatais chinesas de telecomunicações e aviação – como as provedoras de telefonia China Unicom e China Telecom e as empresas aéreas China Southern Airlines e Air China – subiram em meio à especulação de que serão as próximas a entrar no processo. A China Telecom afirmou que não faz comentários sobre especulações e as outras empresas disseram que não receberam nenhuma informação sobre o assunto.

Pequim espera formar “campeãs nacionais” que possam concorrer com companhias no mercado internacional. No entanto, especialistas dizem que os movimentos provavelmente reduzirão a concorrência, provocarão aumento nos preços para os consumidores e contribuirão pouco para limpar a grande e custosa carteira de empresas mantidas pelo governo central.

“A China está mirando a reforma no sentido reverso”, comentou Sheng Hong, diretor do Instituto Unirule de Economia de Pequim, grupo de pesquisas independente. “Companhias estatais não lucrativas deveriam ser fechadas e não unidas.”

Ofertas públicas de ações. Ainda na quarta-feira, o Conselho Estatal informou que planeja realizar uma reforma em seu sistema de aprovação de ofertas públicas iniciais (IPO, na sigla em inglês) das companhias no país dentro de dois anos.

Em reunião do conselho, equivalente ao gabinete chinês, liderado pelo primeiro-ministro Li Keqiang, o governo disse que aprovou uma proposta para reformular o atual sistema de aprovação dos IPOs, que se sustenta em requerimentos financeiros estritos e em revisões da Comissão Regulatória de Ações da China.

Em comunicado, o Conselho Estatal disse esperar que o Congresso Nacional do Povo aprove a proposta.

O gabinete também afirmou que adotará mais passos para lidar com o excesso de capacidade das chamadas “empresas zumbis” – companhias endividadas sustentadas por subsídios do governo. Também exigiu uma melhor supervisão das companhias estatais e se comprometeu a preservar ou elevar o valor dos ativos estatais. / DOW JONES NEWSWIRES

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