China pode buscar uma taxa de uso da capacidade instalada de 80%

Segundo jornal chinês, o governo está considerando um plano para reduzir a capacidade obsoleta

Lucas Hirata, Agência Estado

30 de julho de 2013 | 09h01

PEQUIM - A China pode ter como objetivo atingir uma taxa de utilização de capacidade de cerca de 80% em setores da indústrias que possuem excesso de capacidade, como aço, alumínio e produção naval, disse o China Securities Journal nesta terça-feira.

O Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação está considerando um plano para reduzir a capacidade obsoleta e, na semana passada, anunciou metas de cortes de capacidade para 1.400 empresas em todo o país, em 19 setores industriais.

O presidente da China, Xi Jinping, afirmou que solucionar a questão do excesso de capacidade é crucial para ajustar a estrutura da economia do país e prometeu reforçar a regulação financeira e evitar riscos. Em comentários a políticos chineses na semana passada, Xi também declarou que o crescimento da economia do país é sustentável.

"O desenvolvimento da China ainda tem fundamentos para um crescimento firme e saudável", disse Xi. Os comentários do presidente chinês foram publicados pela agência de notícias estatal Xinhua. Segundo a reportagem, Xi afirmou que o governo precisa equilibrar a estabilização do crescimento com o ajuste da estrutura da economia e a promoção de reformas.

A utilização da capacidade se refere à parte da capacidade industrial que é realmente utilizada para a produção. Eliminar complexos de produção obsoletos elevaria a taxa de utilização.

Estatísticas oficiais mostraram que a taxa de utilização da capacidade para os setores de alumina, alumínio e aço ficaram, no ano passado, em 72,5%, 78% e 67%, respectivamente, disse o China Securities Journal. Fontes: Dow Jones Newswires e Market News International.

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