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China precisa aceitar crescimento menor, diz vice-primeiro-ministro

Governo tentará promover o consumo doméstico e aumentar o papel do mercado na alocação de recursos

Clarissa Mangueira, da Agência Estado,

06 de junho de 2013 | 15h18

CHENGDU - A China deveria estar confortável com as taxas de crescimento menores e evitar estímulo monetário - afirmou o vice-primeiro-ministro, Zhang Gaoli, membro do poderoso Politburo do Partido Comunista chinês. De acordo com ele, o governo tentará também promover o consumo doméstico e aumentar o papel do mercado na alocação de recursos.

"Nós não precisamos colocar ênfase indevida sobre a velocidade de crescimento. Ao invés disso, devemos nos proteger contra riscos e manter a inflação sob controle", disse ele em uma conferência internacional em Chengdu, no sudoeste da China.

Os comentários ecoam os de outros líderes chineses importantes, enfatizando a importância reduzida de crescimento mais rápido e a necessidade de prosseguir com reformas estruturais que também impulsionem o consumo. O crescimento econômico da China está desacelerando e recuou para 7,7% em bases anuais no primeiro semestre, de 7,9% no último trimestre do ano passado. Os dados econômicos têm sido menos robustos desde então. Alguns economistas sugerem que o nível ainda baixo da inflação no país deixa amplo espaço para cortes das taxas de juros, se o crescimento desacelerar mais.

Os comentários de Zhang sobre a inflação e o risco sinalizam, no entanto, que a inflação ainda é uma preocupação para formuladores de políticas. Mas ele também sugeriu que os formuladores de políticas não estão descartando mais investimentos governamentais a fim de estimular o crescimento, se a economia perder muito ímpeto. "Nós precisamos continuar a adotar um política fiscal proativa e a uma política monetária prudente", disse Zhang.

A referência sobre deixar o mercado ter um papel na alocação de recursos se refere aos esforços para relaxar o controle estatal sobre os preços de importantes recursos naturais, como a energia. Zhang falou também sobre o descontentamento público com a degradação do meio ambiente, dizendo que "é preciso dar prioridade à proteção do meio ambiente". (Com informações da Dow Jones.)

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