China precisa cortar juros para estimular crescimento, dizem pesquisadores

Tal medida seria, para especialistas, mais pertinente que depender de operações interbancárias para impulsionar liquidez 

Clarissa Mangueira, da Agência Estado,

24 de setembro de 2012 | 11h56

PEQUIM - A China precisa cortar as taxas de juros e as exigências de reserva de capital dos bancos ao invés de depender de operações interbancárias para impulsionar a liquidez e o crescimento econômico, disseram pesquisadores no jornal Economic Information Daily.

As autoridades tem espaço suficiente para relaxar a política, afirmou Liu Yingqiu e Lu Fengyong, pesquisadores da Academia Chinesa de Ciências Sociais. Eles disseram que o relaxamento monetário por meio de acordos de recompra reversa não resultam em uma redução rápida dos custos de financiamento corporativo, e esses acordos de liquidez de curto prazo são difíceis de sustentar durante um período mais longo.

Desde o fim de junho, o Banco do Povo da China (PBOC) tem utilizado acordo de recompra reversa para injetar liquidez no mercado interbancário. O Banco Central chinês injetou um combinado de 1,843 trilhão de yuans (US$ 292,12 bilhões) em recompra reversa desde o fim de junho.

A redução das taxas de juros e do compulsório bancário para bancos será uma ferramenta mais efetiva para aumentar a confiança e expectativas para fortalecer o crescimento econômico, disseram pesquisadores.

O PBOC cortou a taxa de compulsório para bancos em maio e a taxa de juros em julho. As informações são da Dow Jones.

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