China prevê maior volatilidade de fluxo de capitais em 2015

A China deve registrar maior volatilidade nos fluxos de capital nesse ano, após um período de expansão dos valores enviados ao exterior e de menor entrada de capital, no final do ano passado. A Administração de Comércio Exterior do Estado afirmou também que a taxa de câmbio pode ser fixada por curtos períodos, mas alertou que isso não deve ser feito por um longo período, ou poderia criar distorções.

Estadão Conteúdo

15 de fevereiro de 2015 | 12h36

A China permanece vantajosa para investimentos estrangeiros no longo prazo, uma vez que a economia apresenta um desempenho melhor que o registrado em outros países, afirmou o órgão, em relatório publicado hoje. Além disso, a moeda é atrativa por apresentar maiores taxas de juros. No entanto, a declaração aponta que a crescente volatilidade nos fatores envolvidos aumenta a dificuldade de prever os fluxos de capital.

"Ainda que a China continue apresentando um grande superávit comercial e que a taxa de juros do yuan ainda seja maior que a de outras moedas, o crescente aumento de fatores adversos pode causar grande volatilidade nos fluxos de capital", explica.

Em seu último relatório, a Administração de Comércio Exterior da China afirmou que economias emergentes têm sido prejudicadas pelo fortalecimento do dólar. O fraco desempenho da economia europeia, assim como o crescimento econômico mais lento na China também foram apontados como fatores importantes e que devem ser considerados.

O crescimento da economia chinesa foi de 7,4% no ano passado, menor ritmo em quase 25 anos, mas ainda muito acima da expansão de outras importantes economias. De acordo com dados preliminares, o país reportou déficit de US$ 91,2 bilhões na conta capital e financeira no quarto trimestre do ano passado, após registrar déficit de US$ 9 bilhões no terceiro trimestre. Por outro lado, o superávit comercial da China aumentou, em virtude da queda dos preços das commodities, e a tendência deve se manter. O superávit comercial em janeiro atingiu o recorde de US$ 60 bilhões, ante US$ 49,6 bilhões em dezembro. Fonte: Dow Jones Newswires.

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