China prevê novas disputas comerciais com Brasil e México

As exportações chinesas de têxteis, televisores, ferro, aço e automóveis, causarão novos conflitos comerciais em 2007 com países como o Brasil e México, segundoinforma nesta quinta-feira a Academia Chinesa de Ciências Sociais, relacionada ao executivo.De acordo com o relatório, as equipes de tecnologias da informação e a indústria química causarão conflitos com os países mais desenvolvidos, enquanto o resto de produtos chineses mencionados, de menor valor agregado, serão problemáticos para o Brasil, México, República Tcheca, Turquia e Ucrânia.Os setores chineses mencionados são "altamente competitivos",embora a longo prazo decairão, diz o relatório, por isso queacontecerão tensões apesar das medidas do governo para esfriarindústrias como a do ferro e do aço.Segundo o autor do relatório, o especialista Wang Taoyang, os conflitos com estes países por produtos de baixo valor agregado acontecerão devido ao fato de, como a China, contarem com uma indústria manufatureira potente e carecerem de uma estrutura econômica complementar para fazer frente à entrada dos produtos chineses.Em 2006 os Estados Unidos e a União Européia puseram em andamento medidas protecionistas para limitar a entrada de têxteis baratos ou calçados chineses. Para os países desenvolvidos é mais fácil aplicar medidas deproteção, tais como mudar os padrões técnicos, assinala o estudo.O superávit comercial conjunto da China alcançou no mês denovembro US$ 156,520 bilhões, que excederam os US$ 102 bilhões de superávit de todo o ano de 2005, apesar das medidas tomadas pelo governo chinês para equilibrar a balança de pagamentos.

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