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China quer adoção de moeda global

Dez dias antes do início da reunião do G-20 (grupo formado por grandes economias desenvolvidas e emergentes) em Londres, a China defendeu a criação de uma moeda internacional para substituir o dólar como reserva de valor, em mais um sinal da preocupação de Pequim com o fato de que pelo menos metade de seus US$ 2 trilhões em reservas internacionais está aplicada em papéis norte-americanos.

Agencia Estado

25 de março de 2009 | 10h03

De acordo com artigo assinado pelo presidente do banco central da China, Zhou Xiaochuan, a moeda não seria vinculada a nenhuma nação específica e seria administrada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Com o título "Reforma do Sistema Monetário Internacional?, o texto escrito por Xiaochuan foi divulgado na noite de segunda-feira (dia 23) na página da instituição na internet.

Além de funcionar como reserva de valor, a nova moeda seria referência para a cotação de preços nos mercados globais e usada nos pagamentos das transações comerciais entre países. "O objetivo desejável da reforma do sistema monetário é a criação de uma moeda de reserva internacional que seja desconectada de nações e capaz de permanecer estável no longo prazo, removendo assim as deficiências inerentes à utilização de moedas nacionais", escreveu Zhou Xiaochuan.

A reforma do sistema financeiro mundial é um dos principais pontos da reunião do G-20, em especial o aumento da representação dos países em desenvolvimento no FMI. A China tem hoje poder de voto menor que o da Bélgica e gostaria de ampliar sua presença na instituição, aspiração compartilhada por outros países emergentes, entre os quais o Brasil. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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