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China quer aumentar cooperação com América Latina

O presidente do Banco do Povo da China (banco central chinês), Zhou Xiaochuan, disse ontem (28) que "China e América Latina vivem seu melhor momento" e que a China pretende intensificar a cooperação para financiar projetos de infraestrutura e relacionados ao aumento do comércio com a região. O comentário foi feito durante um dos seminários realizados em paralelo à Assembleia Anual de Governadores do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Medellín, Colômbia, da qual a China participa pela primeira vez e se discute um aumento de capital do banco multilateral. Ao ingressar no banco, a China fez um aporte de US$ 350 milhões e passou a ter 1,004% de participação na instituição, segundo o presidente do BID, Luis Alberto Moreno.

CYNTHIA DECLOEDT, Agencia Estado

29 de março de 2009 | 14h03

Segundo Zhou, a China - dona de reservas em moeda estrangeira próximas a US$ 2 trilhões - pode ajudar a reduzir o impacto da crise financeira global na região. Em contrapartida, isso reduziria o efeito da crise no próprio país. Entretanto, Zhou destacou que a China ainda terá de passar por um processo de aprendizado em relação às condições econômicas, sociais e financeiras da região.

Zhou afirmou acreditar na possibilidade de transferência de tecnologia nas áreas de infraestrutura, transportes e construção, entre outras, acrescentando que o acordo de cooperação no setor de aeronáutica com o Brasil é um bom exemplo da cooperação que a China pretende acelerar com a região da América Latina e Caribe. Entre os setores de potencial interesse da China, o presidente do banco central chinês mencionou, além de aeronáutica, biotecnologia, farmacêutico e softwares para computadores e o setor de serviços, incluindo financeiro, transportes e turismo.

O presidente do BC chinês destacou que, apesar da crise econômica e financeira global, o comércio da China com a América Latina chegou a US$ 140 milhões em 2008, um crescimento de 40% em relação aos US$ 100 milhões de 2007.

Sobre a crise financeira, ele citou estudos do banco central chinês e afirmou que as políticas fiscais e monetárias em curso não serão eficientes se não houver reestruturação financeira, defendendo a busca de ferramentas adequadas para as marcações a mercado. Ele lembrou, ainda, que o governo participou com apenas um terço do pacote de estímulo econômico de US$ 585 bilhões, com o restante dos recursos vindo do setor privado.

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