China reduz burocracia para bancos estrangeiros

Comissão reguladora de bancos derrubou restrição que limitava a apenasuma o número de agências que bancos do exterior podiam ter uma cidade

PEQUIM, O Estado de S.Paulo

20 de setembro de 2014 | 02h12

O órgão regulador do setor bancário da China emitiu ontem novas regras para bancos estrangeiros no país, com o objetivo de reduzir a burocracia e nivelar o campo de negócios com seus pares chineses.

A Comissão Reguladora de Bancos da China removeu uma restrição imposta a bancos estrangeiros que limitava a apenas uma o número de agências que poderiam ser estabelecidas em uma cidade.

O regulador também retirou requisitos de aprovação administrativa de bancos estrangeiros para realizar serviços bancários eletrônicos, com cartão de débito e outros serviços no país, de acordo com um comunicado. As novas regras entraram em vigor em 11 de setembro.

Ao mesmo tempo, Wang Hongzhang, presidente do China Construction Bank Corp, segunda maior instituição de crédito do país em ativos, confirmou, em uma entrevista à agência de notícias Xinhua, a injeção de dinheiro nos cinco maiores bancos do país pelo Banco do Povo da China (PBOC, o banco central chinês).

As falas de Hongzhang foram feitas após relatos de que o PBOC estaria injetando 500 bilhões de yuans (US$ 81 bilhões) em fundos para os cinco bancos estatais, incluindo o China Construction Bank.

O executivo disse, na entrevista, que a injeção está em linha com a política monetária "prudente" do banco central. Ele afirmou que o China Construction Bank tem liquidez "adequada", mas está "em conversações" com o banco central sobre a injeção de capital.

Confiança. A confiança de negócios entre empresários chineses caiu no terceiro trimestre, marcando o terceiro trimestre consecutivo de recuo, mostrou ontem uma pesquisa do banco central, espelhando sinais de fragilidade na economia. A pesquisa realizada pelo PBOC mostrou que o índice de confiança de empresários caiu para 63,6% no terceiro trimestre, queda de 1,3 ponto porcentual ante o segundo trimestre.

A pesquisa do banco central com empresários, banqueiros e famílias seguiu dados oficiais divulgados no começo deste mês que mostraram que o crescimento econômico da China enfraqueceu mais em agosto, com o crescimento da produção industrial caindo a uma mínima de seis anos. / DOW JONES NEWSWIRES E REUTERS

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