China reduz em junho reservas em Treasuries

A China reduziu em junho suas reservas em Treasuries na maior proporção em cerca de nove anos, de acordo com dados históricos da Reuters e um relatório divulgado pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos nesta segunda-feira.

REUTERS

17 de agosto de 2009 | 13h40

Mesmo com a redução chinesa, o total líquido de compras de Treasuries ficou em 100,53 bilhões de dólares no mês, ante vendas de 22,55 bilhões de dólares em maio.

Apesar de a China, maior detentor de Treasuries, ter vendido papéis de curto prazo em junho, adquiriu vencimentos mais longos em troca.

A China diminuiu o valor líquido de suas reservas em títulos do Tesouro norte-americano em 3,1 por cento, para 776,4 bilhões de dólares em junho, frente 801,5 bilhões de dólares em maio. Mas as reservas de junho ainda eram maiores que os 763,5 bilhões de dólares exibidos em abril e os 767,9 bilhões de dólares de março.

"Existem muitos novos investidores vindo ao mercado de Treasuries. Os detentores (norte-americanos) de títulos da dívida do governo dos EUA, por exemplo, aumentaram", disse William O'Donnell, diretor de estratégia de Treasury na RBS Securities em Connecticut.

"A China está saindo e os investidores domésticos estão entrando (nesse mercado). É uma composição variável da demanda", afirmou.

A redução das reservas de Treasuries da China em junho representou a maior queda percentual desde o corte de 4,2 por cento em outubro de 2000, de acordo com dados da Reuters.

O Japão, segundo maior detentor de Treasuries dos EUA, aumentou suas reservas para 711,8 bilhões de dólares em junho, ante 677,2 bilhões de dólares em maio.

O fluxo de capital dos Estados Unidos ficou negativo em junho, mas as saídas de recursos se reduziram para 31,2 bilhões de dólares, ante 65,7 bilhões de dólares no mês anterior, informou o Tesouro norte-americano nesta segunda-feira. Esse foi o terceiro mês consecutivo de fluxo negativo.

O déficit comercial, por sua vez, ficou em 27,01 bilhões de dólares em junho.

O mês contou com um fluxo de entrada líquida de capital de longo prazo de 90,7 bilhões de dólares, frente à saída de 19,4 bilhões de dólares no anterior.

Os dados "vão trazer confiança à visão de que os estrangeiros desempenharão um papel maior para financiar, a um preço justo, o déficit público recorde do país", disse Alan Ruskin, estrategista-chefe de mercado internacional na RBS Securities em Connecticut.

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