China reitera meta de crescer 8% em 2010

A China tem como alvo um crescimento de cerca de 11% de sua produção industrial no ano que vem, para ajudar a cumprir sua meta de expansão de aproximadamente 8% do PIB, informou o ministro da Indústria e da Tecnologia de Informação nesta segunda-feira, Li Yizhong, no primeiro anúncio do governo de que está mantendo sua meta para o crescimento econômico.

MARCÍLIO SOUZA, Agencia Estado

21 de dezembro de 2009 | 09h34

Ao reiterar os 8% para o PIB, a China sinaliza que está mais focada na agregação de valor pelas empresas aos produtos que fabricam e no desenvolvimento de tecnologias avançadas do que no crescimento em si. "Fixamos a meta para o crescimento industrial em 11%, mantendo um ritmo moderado de expansão e sem buscar um alvo excessivamente elevado", disse Li em conferência.

"A principal esperança é guiar os governos locais, setores e empresas a aplicaram seus maiores esforços na transformação do modelo de crescimento, ajustando a estrutura da economia e aumentando a qualidade e a lucratividade da indústria", disse ele em declarações publicadas no site do ministério.

A meta de 11% para a produção industrial em 2010 é levemente inferior à de 12% que havia sido traçada para este ano.

Li disse que o ministério vai conter o excesso de capacidade produtiva no ano que vem - algo que Pequim vem destacando desde julho - e encorajar a consolidação em vários setores, incluindo o automotivo, o de estaleiros e a siderurgia.

O ministério vai parar de aprovar projetos para a construção de docas e ancoradouros no setor de estaleiros por três anos e rejeitar novos projetos de investimento em alumínio eletrolítico e na siderurgia. O ministério também pretende trabalhar junto com outras agências do governo para superar obstáculos a fusões e aquisições, disse Li, sem dar mais detalhes.

Ele acrescentou que o ministério deverá criar um programa para livrar-se de usinas obsoletas em certos setores, entre eles cimento e carvão de coque, e vai encorajar a expansão de novas indústrias, como a de automóveis bicombustíveis e a de equipamentos e chips.

Li afirmou também que a China vai acelerar a regulação das importações de minério de ferro no ano que vem e que vai gerenciar melhor o comércio dos minerais mais importantes. As informações são da Dow Jones.

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