China rejeita argumentos dos EUA sobre subsídios ao algodão

Americanos defendem que a redução esteja vinculada à queda de tarifas de países em desenvolvimento

Efe,

29 de julho de 2008 | 02h57

Pequim rejeita os argumentos dos representantes dos Estados Unidos nas negociações da Organização Mundial do Comércio (OMC). Os americanos defendem que a redução de subsídios ao algodão deve estar vinculada à queda de tarifas de países em desenvolvimento, informou nesta terça-feira, 29, a agência oficial Xinhua. "Recentemente, ouvimos certos argumentos absurdos de que a diminuição pelos EUA de subsídios ao algodão que distorcem o comércio dependerá da redução ou inclusive eliminação de tarifas sobre o algodão aplicadas por países em desenvolvimento, incluindo a China", disse Zhang Xiangchen, chefe de assuntos da OMC do Ministério do Comércio. "Todos sabem que os subsídios que distorcem o comércio na OMC são ilegais, enquanto as tarifas são medidas legais de proteção", declarou Zhang. "Os subsídios extremamente elevados do algodão outorgados pelos EUA causam graves danos aos produtores de algodão de países em desenvolvimento, incluindo os da África e os 150 milhões da China", comentou. Zhang acrescentou que os EUA não podem discutir com os países em desenvolvimento sobre as tarifas do algodão até que elimine seus subsídios, como pedem os países africanos.

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