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China resiste a acordo de G20 sobre indicadores

A China continua resistindo neste sábado a um acordo entre as principais economias do mundo sobre maneiras de medir e corrigir os desequilíbrios econômicos globais, recusando-se a ter suas ernormes reservas em moeda estrangeira utilizadas como um indicador.

GERNOT HELLER E JULIEN TOYER, REUTERS

19 de fevereiro de 2011 | 10h13

Os ministros des Finanças e presidentes de bancos centrais de países do G20 lutam para chegar a acordo sobre um conjunto de critérios para identificar os problemas que poderiam causar uma nova crise financeira global, após importantes autoridades não conseguirem avançar nas negociações ao longo de toda a noite passada, disseram representantes.

A China continua rejeitando as tentativas de usar taxas de câmbio reais e reservas de moeda estrangeira para mensurar os desequilíbrios e era a favor do uso de dados de comércio em vez de números de conta corrente para avaliar as distorções econômicas, afirmaram.

"Não há compromisso nesta fase. Os chineses estão isolados", disse uma autoridade europeia do G20.

O país asiático, que se tornou a segunda maior economia do mundo ao ultrapassar o Japão nesta semana, tem resistido à pressão ocidental para valorizar substancialmente sua moeda a fim de ajudar a reequilibrar o crescimento global.

A Alemanha mantinha a esperança de um acordo, apesar da postura chinesa.

"Acho que vamos chegar a um acordo hoje sobre quais os indicadores que nós usaremos para medir os desequilíbrios no futuro, para combater desenvolvimentos erráticos, para chegar a um crescimento equilibrado", afirmou o ministro de Finanças alemão, Wolfgang Schauble.

As principais economias desenvolvidas e emergentes concordaram em alguns importantes indicadores, como dívidas do governo e déficits, endividamento dos consumidores e poupança privada.

Mas o fato de as autoridades não conseguirem chegar a um consenso nem mesmo sobre como medir desajustes na economia mundial pode traçar um panorama ruim para o processo do G20, responsável por encontrar modos de coordenar as políticas econômicas globais para atenuar as distorções antes de crises futuras.

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, que ocupa a presidência rotativa do bloco neste ano, exortou os ministros na sexta-feira para não se afastem das discussões sobre os indicadores e saudou o fato de a China concordar em sediar um seminário do G20 sobre a reforma do sistema monetário internacional em Shenzhen, no final de março.

"Eu quero evitar que seus debates atolem numa discussão interminável sobre esses indicadores, que estão nos desviando dos assuntos essenciais", disse Sarkozy em discurso.

Segundo ele, uma abordagem conjunta é a única forma de avançar. "Dar prioridade aos interesses nacionais seria a morte do G20."

(Reportagem adicional de Toni Vorobyova; Texto de Mike Peacock e Paul Taylor)

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