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China será maior consumidor mundial de energia após 2010

A China vai se transformar no maior consumidor mundial de energia logo após 2010, superando os Estados Unidos, informou hoje a Agência Internacional de Energia (AIE) no relatório "World Energy Outlook". Por causa disso, o gigante asiático terá de dobrar sua produção doméstica de carvão até 2030 para evitar carências na oferta energética. O carvão representa dois terços da matriz energética da China, uma situação que não será alterada ao longo das próximas duas décadas. O país deve acrescentar 1.300 gigawatts de capacidade em geração de eletricidade nos próximos 20 anos.Já a Índia vai se tornar o terceiro maior importador de petróleo antes de 2025, superando o Japão, e ficando atrás apenas dos Estados Unidos e China."Os enormes desafios energéticos enfrentados pela China e Índia são globais e exigem uma resposta global", disse o diretor-executivo da AIE, Nobuo Tanaka. "Nosso estudo mostra mais claramente do que nunca que, se os governos não alterarem suas políticas, as importações de petróleo e gás, o uso de carvão e as emissões de gás carbônico devem crescer inexoravelmente até 2030."Tanaka disse que o rápido desenvolvimento econômico da China e Índia vai melhorar as condições de vida de mais de dois bilhões de pessoas. "Essa é uma aspiração legítima que precisa ser acomodada e apoiada pelo resto mundo", disse. "Mas as conseqüências de um crescimento não sustentado seriam alarmantes para todos os países."Segundo os cálculos da AIE, as necessidades energéticas do mundo serão 50% superiores em 2030 do que as atuais. A China e a Índia, juntos, vão responder por 45% do aumento no consumo primário de energia.O estudo prevê que os países consumidores de energia vão cada vez mais depender das importações de petróleo e gás, principalmente do Oriente Médio e Rússia. No cenário mais provável traçado pela AIE, as importações da China e Índia, combinadas, saltarão de 5,4 milhões de barris por dia em 2006 para 19,1 milhões de barris em 2030.Mas o crescimento econômico da China e Índia poderá ser muito mais rápido do que o previsto. "Nesse caso, seria ainda mais urgente para os governos ao redor do mundo a implementação de políticas para conter o crescimento na demanda de energia fóssil e das emissões poluentes."

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