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China tem medo do poder das mídias sociais

‘Forte capacidade de mobilização social’ de aplicativos de comunicação instantânea via celular são temidos pelo Partido Comunista, revela documento

Agência Estado,

15 de novembro de 2013 | 15h10

PEQUIM - A China, que já é detentora do mais sofisticado sistema de censura na internet do mundo, considera que é preciso fazer ainda mais - avisa documento com planos do Partido Comunista para o país nos próximos dez anos.

No documento, a liderança política diz que a internet impõe "desafio amplo e novo" para a estabilidade do país. Embora muito do que partido fale sobre a internet no documento seja feito de maneira genérica, o texto cita o aplicativo de mensagem para aparelhos móveis WeChat, da Tencent Holdings, entre os diferentes instrumentos de mídia social que podem trazer problemas.

"Após o aumento do poder da mídia online, a mídia da internet ficou atrasada em relação as rápidas mudanças ocorridas. Em particular, enfrentamos o crescimento rápido das redes sociais e dos instrumentos de comunicação instantânea, como Weike e WeChat, que disseminam rapidamente informações, têm grande influência e ampla cobertura, e têm forte capacidade de mobilização social", diz um trecho do documento.

Não está claro o que o documento quer dizer quando se refere ao Weike, embora no passado tenha sido utilizado como referência aos microblogs em estilo semelhante ao Twitter como o Weibo, da Sina Corp. A Tencent, que desenvolveu o aplicativo WeChat, não quis comentar sobre o assunto.

O documento comenta sobre como "fortalecer o sistema legal e orientar a opinião pública, garantir a distribuição ordenada de informações online, a segurança nacional e a estabilidade social, o que já se tornou um problema real e proeminente".

Fonte: Dow Jones Newswire.

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