China tem menor superávit comercial desde julho de 2004

O superávit da balança comercial (exportações menos importações) chinesa em fevereiro, que atingiu US$ 2,45 bilhões, foi o menor desde julho de 2004. A afirmação foi feita nesta terça-feira pelo South China Morning Post, detalhando que o montante é resultado do aumento da renda da população, que gerou maior demanda por produtos importados. Em janeiro, a cifra havia alcançado US$ 9,49 bilhões.O governo chinês sofre pressão de seus parceiros comerciais, como Estados Unidos e União Européia, para valorizar sua moeda, o iene. Isso porque, com a moeda a baixo custo, a China consegue exportar grandes quantidades, o que gera maior lucro na balançar comercial. Porém, o país se mostra reticente em ceder aos pedidos. Com isso, o primeiro-ministro, Wen Jiabao, anunciou, nesta terça-feira, que não haverá "mudanças inesperadas" na taxa de câmbio da divisa."O superávit foi menor que o esperado. É isto que o governo deseja, estimular a demanda doméstica na medida do possível", assinalou o economista do Citibank em Hong Kong, Huang Yiping. A afirmação do analista reforça o plano do governo chinês, que estimulou a demanda interna para gerar mais importações, e diminuir o déficit comercial de seus parceiros - tudo isso sem mexer na cotação do iene. Estados UnidosCom os Estados Unidos, o superávit foi de US$ 7,7 bilhões (para janeiro e fevereiro conjuntamente), com um aumento das exportações de 27% e uma alta das importações de 19%.O déficit da balança comercial americana com Pequim em 2005 foi de US$ 102 bilhões, segundo números do governo chinês, e de US$ 201 bilhões, segundo Washington.

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