AP Photo/Evan Vucci
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China tem ‘tremenda vantagem’ sobre os EUA na OMC, diz Trump

Para presidente americano, status de país ‘em desenvolvimento’ beneficia os asiáticos em negociações

O Estado de S.Paulo

07 de abril de 2018 | 05h00

A guerra comercial entre Estados Unidos e China teve ontem novos lances que levaram a disputa para um patamar um pouco mais alto. Depois de o presidente americano Donald Trump anunciar, na quinta-feira, que estava considerando uma tarifa adicional sobre US$ 100 bilhões em produtos chineses, a China prometeu “revidar energicamente”.

Em um encontro com jornalistas, o porta-voz do Ministério do Comércio chinês, Gao Feng, descreveu como “muito irracional” e “extremamente errada” a decisão do presidente Trump de considerar aumentar de US$ 50 bilhões para US$ 150 bilhões o valor estimado de produtos importados da China que seriam alvo de tarifação.

“A China está totalmente preparada para reagir com força e sem hesitação”, disse Gao. Segundo ele, a China pôs em prática “contramedidas detalhadas” e as retaliações “não excluem nenhuma opção”.

Trump usou sua conta no Twitter ontem para reclamar do status da China na Organização Mundial de Comércio (OMC). O presidente americano comentou que o país é considerado uma nação em desenvolvimento, no âmbito da entidade multilateral. Com isso, teria uma “tremenda vantagem”, especialmente sobre os EUA.

“A China, que é uma grande potência econômica, é considerada uma nação em desenvolvimento dentro da Organização Mundial do Comércio. Eles portanto conseguem tremendos benefícios e vantagens, especialmente sobre os EUA”, afirmou. “Alguém acha isso justo? Nós estamos mal representados. A OMC é injusta para nós.”

Danos. Na Europa, Benoît Coeuré, integrante do conselho executivo do Banco Central Europeu (BCE), disse acreditar que uma eventual guerra comercial teria “consequências” danosas para o mundo inteiro, incluindo os EUA. Em entrevista à emissora de TV CNBC, Coeuré alertou que a atual retórica sobre comércio pode se agravar e provocar severos choques na economia global. “Na medida do possível, se pudermos evitar a semântica belicosa e voltarmos para uma discussão razoável, isso ajudaria a confiança na economia”, afirmou. / NICHOLAS SHORES, GABRIEL BUENO DA COSTA E SÉRGIO CALDAS, COM DOW JONES NEWSWIRES

 

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