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China tenta conter nervosismo sobe possível aperto monetário

As autoridades chinesas tentaram hoje conter o nervosismo do mercado em relação à possibilidade de o país estar preparando o anúncio de medidas restritivas para frear o dinamismo da economia. As especulações ficaram mais intensas após autoridades regulatórias terem recomendado, nessa semana, que os bancos comerciais interrompessem a concessão de novos empréstimos. Para tentar esclarecer essa diretriz, a Comissão Regulatória do Sistema Bancário (CBRC, na sigla em inglês) veio a público hoje, afirmando que essas recomendações foram dadas diante da preocupação com a possibilidade de os números de abril sobre empréstimos bancários serem distorcidos por concessões de créditos dados em antecipação ao feriado da próxima semana. Fontes bancárias disseram, no início da semana, que receberam uma recomendação para não darem empréstimos antes do feriado prolongado, que começa amanhã, o que ajudou a alimentar o nervosimo sobre um aperto monetário no país. Após negar insistentemente que tivesse dado a recomendação, o CBRC informou, em seu site, que sugeriu aos bancos para que não acelerassem as aprovações de empréstimos antes do feriado. Segundo o CBRC, essa aceleração dos empréstimos poderia dificultar as análises sobre o impacto do recente aumento do compulsório sobre o ritmo de concessão de créditos. A instituição também recomendou que os bancos favorecessem empréstimos para infra-estrutura pública e que fizessem provissões adequadas e mantivessem padrões de perfomance adequados.Além do CBRC, o membro do Comitê de Política Monetária do Banco Popular da China, Li Yang, negou hoje rumores de que haverá um aperto monetário ou a adoção de medidas restritivas no curto prazo. "Eu acho que não haverá aumento das taxas de juros no curto prazo", declarou. "Isso são apenas especulações do mercado. Um aumento dos juros é uma questão complicada e deve ser considerada de uma forma prudente", completou. Ontem, o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, admitiu, em entrevista à Reuters, reproduzida hoje no jornal "Valor Econômico", que a China restringiu empréstimos bancários para projetos de setores de cimento, aço, alumínio, além de ter definido novas regras para o uso da terra. Essas medidas tiveram o objetivo de frear os investimentos em ativos fixos, que têm se acelerado e provocado escassez de energia, carvão e petróleo.

Agencia Estado,

29 de abril de 2004 | 10h32

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