finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

China tenta definir tamanho de dívida de governos locais

O governo da China deverá divulgar nas próximas semanas o resultado de um ambicioso esforço para calcular um número aparentemente simples, ou seja, o montante que governos locais do país tomaram emprestado de bancos e investidores nos últimos anos.

AE, Agencia Estado

21 de outubro de 2013 | 10h21

As estimativas variam tanto que são quase inúteis. Autoridades do governo, analistas e economias citaram valores que vão de 15 trilhões de yuans a 30 trilhões de yuans (US$ 2,46 trilhões a US$ 4,92 trilhões), equivalentes a 30% e 60% do Produto Interno Bruto (PIB).

"O que mais assusta é que mesmo o governo central não sabe ao certo o tamanho da dívida de governos locais", comentou Hu Yifan, economista da corretora chinesa Haitong International.

As incertezas sobre o volume da dívida revelam um outro problema que ameaça o sistema financeiro da China: a falta de controle do governo central sobre os empréstimos tomados por municípios.

Segundo os últimos dados do Escritório de Auditoria Nacional da China, a dívida de governos locais no final de 2010 estava em 10,72 trilhões de yuans, ou 27% do PIB. Mas a tomada de empréstimos cresceu muito desde então, com os municípios buscando manter o ritmo de crescimento em meio à redução dos estímulos que Pequim havia adotado para compensar os efeitos da crise financeira global.

As dívidas de Estados e municípios nos EUA, em comparação, é de cerca de US$ 3 trilhões, de acordo com o Federal Reserve de St. Louis, correspondendo a cerca de 18% do PIB.

"A dívida de governos locais (chineses) vem crescendo a um ritmo anual de quase 20% nos últimos dois anos. Se essa tendência continuar, ela definitivamente vai trazer riscos sistêmicos para a economia da China", afirmou o economista Zhiwei Zhang, da Nomura. Fonte: Dow Jones Newswires.

Tudo o que sabemos sobre:
chinadívida

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.