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China Three Gorges já está entre as dez maiores geradoras de energia do Brasil

Com a capacidade conjunta de 4.995 MW, além dos ativos que a companhia já controlava no Brasil, o grupo chinês supera a AES Tietê e a estatal paranaense Copel

André Magnabosco, O Estado de S.Paulo

25 de novembro de 2015 | 12h35

SÃO PAULO - A China Three Gorges (CTG), nova concessionária das hidrelétricas de Jupiá e Ilha Solteira, é a mais nova integrante do ranking dos grandes geradores de energia do País. Com a capacidade conjunta de 4.995 MW, além dos ativos que a companhia já controlava no Brasil, o grupo chinês supera a AES Tietê e a estatal paranaense Copel na lista dos dez maiores geradores do País, com base em ranking elaborado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e referente ao final do primeiro semestre.

Logo à frente da Tietê e da Copel apareciam as estatais Cemig (MG) e Cesp (SP), porém a estatal paulista deixará o ranking após o resultado do leilão de hoje. A companhia, cuja capacidade era de 6.649 MW em junho, cairá para menos de 2 MW e deixará o ranking de 10 maiores geradores do País.

A Cemig, em função do fim das concessões das usinas de Jaguara, São Simão e Miranda, também pode encolher de tamanho, porém o futuro das três usinas deverá ser definido em uma extensa batalha judicial no Supremo Tribunal Federal (STF). A mineira também tem outros ativos incluídos no leilão de hoje.

Os maiores geradores do País continuam sendo a Chesf, Furnas e Eletronorte, três empresas do grupo Eletrobras. A quarta posição do ranking é ocupada pelo Tractebel, seguida por Itaipu e Petrobrás.

A CTG era favorita a vencer a disputa pelas usinas de Jupiá e Ilha Solteira, porém não enfrentou concorrências. Com isso, consolidou um movimento de crescimento local iniciado em 2013. Foi naquele ano em que a China Three Gorges anunciou um acordo com a EDP Energias do Brasil para adquirir 50% de participação nos projetos das hidrelétricas de Cachoeira Caldeirão e Santo Antônio do Jari. O investimento, na oportunidade avaliado em R$ 900 milhões, foi acompanhado pela formalização de uma parceria voltada a novos investimentos no mercado de energia nacional. A CTG compõe o bloco de controle da EDP portuguesa desde 2012.

Em dezembro de 2014 foi a vez da CTG anunciar a aquisição de 49% da participação acionária da EDP Renováveis Brasil em um bloco de projetos eólicos em operação e em desenvolvimento no Brasil. A operação demandou R$ 364,8 milhões na compra da fatia e em aportes de capital e incluía 84 MW em projetos já em operação. A compra foi feita pela CWEI, empresa do grupo chinês.

A terceira grande operação da CTG no Brasil ocorreu neste ano, quando os chineses aceitaram pagar R$ 970 milhões pelos ativos da Triunfo Participações e Investimentos (TPI). No acordo estavam as empresas Rio Verde e Rio Canoas Energia, com potência instalada conjunta de aproximadamente 310 MW.

O crescimento consistente da CTG no segmento de geração foi acompanhado pela também chinesa State Grid, esta na área de transmissão. A companhia, também controlada pelo governo chinês, ingressou no mercado nacional em 2010, após pagar US$ 989 milhões por sete companhias nacionais de transmissão de energia.

Desde então, ela se consolidou como uma das mais atuantes e importantes competidoras dos leilões de transmissão de energia do País. O papel protagonista ficou evidente no ano passado, quando a companhia liderou o consórcio que venceu a disputa pela primeira linha de transmissão para escoar a energia de Belo Monte. Neste ano, às vésperas do leilão para o segundo linhão de Belo Monte, a State Grid tentou repetir a parceria vitoriosa com Eletronorte e Furnas, porém não conseguiu chegar a um acordo com as estatais do grupo Eletrobras e decidiu participar sozinha do leilão. E mais uma vez se saiu vencedora.

A companhia também era cotada para apresentar proposta pelas usinas de Jupiá e Ilha Solteira, porém não participou da disputa.

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