China toma novas medidas para tentar controlar a inflação

Governo chinês anuncia ações para combater alta de preços reduzindo liquidez da economia do país

Cláudia Trevisan, de O Estado de S. Paulo,

19 de março de 2008 | 14h57

A China elevou nesta quarta-feira, 19, pela segunda vez neste ano o volume de recursos que as instituições financeiras devem deixar imobilizados no banco central, enquanto o yuan teve a maior alta deste mês e atingiu o recorde de 7,063 por dólar. As duas medidas têm o objetivo de combater a inflação, por meio da redução da enorme liquidez na economia chinesa. Leia a reportagem completa na edição desta quinta-feira de O Estado de S. Paulo O chamado depósito compulsório subiu de 15% para 15,5%, o que retirou de circulação o equivalente a cerca de US$ 30 bilhões. A autoridade monetária da China enfrenta dificuldade para controlar o excesso de liquidez, alimentado pela entrada crescente de capitais estrangeiros no país. A grande oferta de dinheiro estimula o aumento nos investimentos que, por sua vez, podem levar a um superaquecimento da economia e a um excesso de capacidade produtiva em alguns setores. Esta é a 12ª vez que o banco central eleva o depósito compulsório dos bancos desde o início ano passado. Os dez reajustes de 2007 e outros 5 realizados entre 2003 e 2006 retiraram de circulação 4,3 trilhões de yuans, algo como US$ 550 bilhões, considerando a taxa de câmbio do ano passado.

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