China usa bactéria que come petróleo para limpar vazamento

Processo já havia sido utilizado em vazamento ocorrido no Alasca em 1989 

Agência Estado,

20 de julho de 2010 | 12h24

Autoridades chinesas estão usando mais de 23 toneladas de uma bactéria que come petróleo para limpar um vazamento no Mar Amarelo, provocado pela explosão e incêndio de um oleoduto no final de semana passado, informou nesta terça-feira a mídia estatal chinesa.

Yang Jiesen, chefe da divisão de pesquisa e desenvolvimento da empresa de biotecnologia de Pequim, disse que a Administração de Segurança Marítima fez o pedido pelas bactérias no sábado, informou a agência de notícias Xinhua. Dezenas de navios pesqueiros e barcos que recolhem petróleo estão trabalhando para remover o vazamento, ao nordeste da cidade portuária de Dalian, após o acidente na sexta-feira ter provocado o vazamento de 1.500 toneladas de petróleo no mar.

"O uso da bactéria que come petróleo no vazamento em Dalian é a primeira vez que a China utiliza em grande escala a biotecnologia para resolver um problema de poluição ambiental", disse a reportagem. O processo, conhecido como biomedicação, usa micro-organismos para desmembrar os hidrocarbonetos tóxicos presentes no petróleo, através de componentes menos prejudiciais ao meio ambiente. O processo foi usado para ajudar a mitigar o desastre ambiental provocado pelo vazamento de petróleo do Exxon Valdez no Alasca (EUA) em 1989.

O incidente de Dalian afetou o transporte de petróleo para o sul da China, uma vez que o porto de Dalian foi parcialmente fechado, mas as refinarias agora estão processando os estoques, assim não se espera impacto nos preços do petróleo, disse a Xinhua.

Enquanto isso, trabalhadores em Dalian estão usando barris de petróleo para evitar que o vazamento se alastre, mas estão preocupados que o vento e as chuvas possam piorar a situação. Até agora, pelo menos 460 toneladas de petróleo foram recolhidas, de acordo com a reportagem, que não deu mais detalhes sobre o tamanho do vazamento.

De acordo com notícias anteriores, o pior do vazamento inicialmente cobriu 19 milhas quadradas (47,5 quilômetros), mas na segunda-feira a área já havia sido reduzida a 17,4 milhas quadradas. A Xinhua informou então que uma mancha negra do vazamento se estendeu por pelo menos 70,7 milhas quadradas no oceano. As informações são da Dow Jones.  

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