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China vai demitir até 6 milhões de estatais

Medida quer conter dívida de empresas 'zumbis'; governo vai gastar R$ 23 bilhões em indenizações

Reuters, O Estado de S.Paulo

01 de março de 2016 | 19h21

A China pretende demitir 5 a 6 milhões de trabalhadores de empresas estatais nos próximos dois a três anos como parte dos esforços para reduzir o excesso de capacidade produtiva e reduzir a poluição, afirmaram duas fontes.

O governo chinês, obcecado em manter a estabilidade e assegurar que demissões em massa não levem a revoltas, vai gastar quase 150 bilhões de yuans (US$ 23 bilhões) em indenizações apenas nos setores de carvão e aço nos próximos dois a três anos.

O número total deve subir uma vez que fechamentos ocorrerão em outros setores e mais recursos serão necessários para lidar com a dívida deixada para trás por estatais "zumbis".

O termo se refere a empresas que fecharam algumas de suas operações mas mantiveram trabalhadores em seus quadros uma vez que os governos locais do país estão preocupados sobre o impacto social e econômico de falências e desemprego.

O fechamento de estatais zumbis tem sido apontada como uma das prioridades do governo este ano.

O governo planeja demitir 5 milhões de trabalhadores em indústrias que sofrem com excesso de capacidade produtiva, disse uma das fontes que tem relações com a liderança da China.

Uma segunda fonte afirmou que o número de demissões é de 6 milhões.

O Ministério da Indústria não respondeu de imediato a pedidos de comentário sobre o assunto.

O setor estatal empregava cerca de 37 milhões de pessoas em 2013 e representa cerca de 40% da produção industrial da China e quase metade dos empréstimos bancários.

Na segunda-feira, o ministro de recursos humanos e seguridade social, Yin Weimin, afirmou que a China espera demitir 1,8 milhão de trabalhadores nas indústrias de carvão e aço, mas não citou prazos.

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