China vai reduzir impostos de exportação

Desconto vale para 600 produtos, de aço a aparelhos eletrônicos

, O Estadao de S.Paulo

09 de junho de 2009 | 00h00

Num esforço para conter a queda nas exportações por causa da crise e tentar neutralizar barreiras tarifárias, a China anunciou que vai reduzir, mais uma vez, impostos de exportação de cerca de 600 artigos. Entre os setores beneficiados está a indústria siderúrgica, o que acirra a competição com o Brasil. Na sexta-feira passada, o governo brasileiro havia anunciado aumento de até 14% na alíquota de importação do aço para, justamente, proteger a indústria nacional da invasão chinesa. Os exportadores de aço da China terão abatimento de imposto de, no mínimo, 9%. Outros produtos, entre eles, alguns artigos eletrônicos, máquinas e móveis, também serão contemplados com o corte do imposto. Engrenagens, aparelhos de transmissão televisiva e máquinas de costura são alguns dos produtos que terão o maior abatimento de tarifa, de 17%. No caso de itens como suco, brinquedos e móveis, a redução será de 15%. O estímulo fiscal chinês, segundo afirmou ontem o Ministério das Finanças, tem efeito retroativo a 1º de junho. Essa é a sétima vez consecutiva que Pequim corta impostos para exportadores com o objetivo de amenizar os efeitos da crise financeira global na sua economia e ajudar os fabricantes. Ao baixar as tarifas, o preço final dos produtos chineses fica ainda mais competitivo no mercado internacional. Economistas, no entanto, avaliam que é pouco provável que a estratégia chinesa funcione e se traduza em aumento das vendas externas. Isso porque o momento é de baixa da demanda mundial. Ainda segundo analistas, a medida pode trazer um impacto negativo ao comércio exterior chinês, pois pode criar um ambiente hostil com os parceiros comerciais do país.As exportações da China caíram 22,6% em abril, na comparação com o mesmo período do ano passado, o sexto mês consecutivo de declínio, de acordo com dados oficiais. AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.