China volta a cancelar compras e pressiona soja em Chicago

Cenário: Gabriela Mello

O Estado de S.Paulo

21 de dezembro de 2012 | 02h13

A notícia de que a China novamente cancelou compras de soja americana pressionou as cotações da oleaginosa ontem na Bolsa de Chicago. O contrato março - atualmente o mais negociado - cedeu 1,83% e fechou cotado a US$ 14,0475 por bushel. Só nesta semana, os chineses desfizeram acordos que totalizavam 840 mil toneladas. Números mais fracos que o esperado no relatório semanal de exportações do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reforçaram o tom pessimista do mercado, que vinha encontrando suporte na demanda aquecida. Foram vendidas 629.900 toneladas na semana encerrada em 13 de dezembro, metade das 1,3 milhão de toneladas apuradas na semana anterior.

O milho também foi influenciado negativamente pelos dados do USDA, que reiteraram um fraco apetite pelo cereal americano, e caiu 0,92%. Ainda em Chicago, o trigo foi pressionado por uma ligeira melhora do clima nos EUA e recuou 1,89%. Chuvas modestas nos Estados de Kansas e Nebraska aliviaram temores de que o baixo nível de umidade do solo nas Grandes Planícies prejudicaria a safra de inverno.

Quase todas as soft commodities negociadas em Nova York terminaram em baixa. A exceção foi o açúcar, que ficou praticamente estável, resistindo às projeções da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) de aumento na produção do Centro-Sul do Brasil. Sem ameaças climáticas para Flórida, o suco de laranja perdeu 2,76%. Já o café cedeu 1,35% após a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) confirmar a estimativa de safra recorde no Brasil.

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