finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Chinaglia:Congresso deve sanar percalços a investimento

O presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse hoje que o sistema legal vigente no País não impede investimentos, mas admitiu que há questões nas quais o Legislativo deve se concentrar para corrigir "erros do passado" ou "tradição" cujo caráter impeça ou dificulte investimentos em algumas áreas. Como exemplo, ele citou que investidores buscam segurança jurídica e regras claras sobre os negócios no mundo todo. "A Petrobras está voltando agora para a Bolívia porque o presidente Evo Morales decidiu rever parte de suas posições ou iniciativas", disse, após participar do seminário "Desafios e Perspectivas da Infra-Estrutura de São Paulo", realizado pela Associação Brasileira da Infra-Estrutura e Indústrias de Base (Abdib), na capital paulista.Apesar de reconhecer a necessidade de mudanças na garantia de segurança jurídica, Chinaglia disse não concordar com a visão de que o Legislativo ignora ou trabalha de maneira lenta no atendimento às demandas do setor privado. "Aprovamos a medida provisória que cria o Programa Nacional de Dragagem dos Portos para agilizar, permitir e ampliar as possibilidades de transporte por navios de grande calado no Brasil", lembrou. Ele destacou também a aprovação da Lei de Saneamento, que harmonizou conflitos entre legislações antigas nos âmbitos federal, estadual e municipal. "Não se trata de lentidão. O fato de qualquer segmento da sociedade reclamar não significa que o setor público deva concordar com aquilo que é um pleito setorial", acrescentou.Ao falar sobre a redução de impostos, um dos maiores pleitos do setor privado, Chinaglia admitiu que a carga tributária brasileira é bastante elevada, mas reiterou que ela está diretamente relacionada com dívidas que chegaram a representar 57% do PIB. "Felizmente, hoje a dívida é de 44% do PIB. Como é que você pensa em investimento no País se você está drenando todos os seus recursos para pagar uma dívida que tem que ser paga?", questionou.Além disso, o presidente da Câmara ressaltou que cerca de 60% da carga tributária é composta por impostos indiretos, pagos pelo consumidor, e não por empresários ou banqueiros. "Então, ao se pensar em carga tributária, devemos ou não pensar em distribuição de renda? Na minha opinião, sim. Estamos entre os dois ou três piores países do planeta em distribuição de renda", defendeu. "Isso não significa que não estamos atentos à competitividade. Então, nós respeitamos (as posições da iniciativa privada), mas nem sempre concordamos. Levamos em conta, mas não tem esse automatismo", finalizou.

ANNE WARTH, Agencia Estado

12 de novembro de 2007 | 17h30

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.