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Chinalco diz estar sem pressa para fazer contra-oferta pel Rio

A oferta de 147 bilhões de dólares daBHP Billiton pela Rio Tinto colocou em foco a questão sobrese Pequim entrará em uma guerra de ofertas pela segunda maiormineradora do mundo. A estatal Chinalco e sua parceira, a gigantenorte-americana de alumínio Alcoa Inc, que na semana passadaentraram de penetra no plano da BHP de assumir a Rio Tinto coma compra de uma participação de 9 por cento na empresa, nãoestão com pressa de dar o próximo passo. "Não há necessidade de forçar nada", disse uma fonte comconhecimento direto dos planos da Chinalco, que pediu para nãoser identificada devido à delicadeza da situação. A Chinalco e a Alcoa reservaram o direito de fazer umacontra-proposta pela Rio Tinto. Fontes próximas à situaçãodisseram que há mais disponibilidade de fundos por parte doBanco de Desenvolvimento da China, concessor de empréstimo doEstado que apoiou a incursão inicial no mercado. "Vamos revisar isso juntos com nossos parceiros epartiremos daí. Iremos analisar", disse o porta-voz da Alcoa,Kevin Lowery. Em um comunicado, a Chinalco e a Alcoa disseram que estãode olho nos eventos e aguardando qualquer resposta do Conselhoda Rio Tinto. "Como acionistas da Rio Tinto, acreditamos que qualqueroferta deve refletir o valor fundamental da empresa", disseramas companhias. As duas empresas arquitetaram sua aquisição para acontecernum momento perfeito, visando bloquear a oferta da BHP e assimforçar a empresa a aumentar sua proposta, no que poderia ser amaior fusão do mundo na área de mineração e a segunda maior emqualquer setor. A BHP e a Rio são duas das três maiores fornecedoras deminério de ferro, ao lado da Vale, e uma união entre elasdeixaria a China em uma posição mais fraca para negociar oajuste do preço do minério de ferro, matéria-prima que precisapara seu setor de aço, o maior do mundo. A BHP tentou entrar em contato com a Chinalco naterça-feira para ter uma idéia de seu plano, mas não conseguiuuma audiência, de acordo com a fonte. "Eles, falando logicamente, queriam saber onde estávamosantes de avançarem", disse uma fonte, explicando: "Eles nãoconseguiram estabelecer contato". A aquisição de último minuto das duas companhias forçou aBHP a analisar um dilema entre arriscar uma guerra de ofertascom a Chinalco, que reservou o direito de fazer umacontra-oferta, ou se retirar por seis meses, de acordo com asregras de aquisição britânicas. Outra possibilidade seria a BHP levar a Chinalco para umconsórcio e fazer uma oferta conjunta pela Rio. REUTERS CM DL

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