Chinalco tenta salvar negócio de US$ 19,5 bi com a Rio Tinto

Grupo chinês se propôs a ficar com menos que os 18% na mineradora inicialmente previstos

AGÊNCIAS INTERNACIONAIS, O Estadao de S.Paulo

13 de junho de 2009 | 00h00

O presidente da Aluminum Corp. of China (Chinalco), Xiong Weiping, disse ontem que a companhia está disposta a fazer concessões para salvar a planejada aliança de US$ 19,5 bilhões com a Rio Tinto. Na semana passada, a mineradora australiana anunciou que havia desistido desse acordo em troca de uma emissão de ações com direito preferencial de subscrição e da formação de uma joint venture com sua concorrente BHP Billiton.Na primeira entrevista coletiva após o fracasso do acordo, Xiong disse que sua companhia pode reduzir à metade sua participação proposta na mina Hamerseley, na Austrália Ocidental. A Chinalco também se ofereceu para diminuir sua fatia na Rio Tinto para menos que os 18% previstos, caso o acordo seja levado adiante, e para alterar os termos da emissão de bônus conversíveis. Em seus comentário, Xiong não falou em possíveis negociações sobre o preço da transação. "Eu acredito que essas concessões sejam muito significativas em relação aos termos originais e que elas devem bastar para atender às exigências dos acionistas da Rio Tinto e também dos agentes reguladores da Austrália." A Rio Tinto recusou-se a comentar os detalhes das discussões com a Chinalco. Mas seu porta-voz, Nick Cobban, disse que a melhora das condições de mercado, a oposição dos acionistas e a incerteza sobre a aprovação regulatória pesaram na decisão. A Rio Tinto procurou a Chinalco em fevereiro para que a companhia chinesa a ajudasse a equilibrar o balanço patrimonial, pressionado por uma dívida de US$ 38,7 bilhões. Uma parcela de US$ 8,9 bilhões dessa dívida vence em outubro. O acordo previa que a Chinalco pagaria US$ 12,3 bilhões por participações minoritárias num pacote de ativos de minério de ferro, cobre e alumínio. Os chineses também comprariam US$ 7,2 bilhões em bônus conversíveis, que aumentariam sua participação na mineradora dos atuais 9% para 18%. Mas alguns acionistas se opuseram aos termos do acordo, ao mesmo tempo em que a Rio Tinto aparentemente conseguiu mais opções com a recuperação das bolsas e dos mercados de commodities, que estavam em mínimas históricas.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.