Chinesa Huawei nega acusação de roubo de informações da Motorola

Segredos de propriedade industrial da nova gama de produtos da Motorola estão em jogo

Efe,

24 de julho de 2010 | 03h08

O gigante tecnológico chinês Huawei negou acusações feitas pela americana Motorola de ter roubado informações confidenciais e violado segredos da propriedade industrial de sua nova gama de produtos.

 

Segundo a edição deste sábado do jornal oficial China Daily, a Huawei se defendeu da denúncia da firma americana, que quarta-feira revelou que um de seus antigos engenheiros, que agora é empregado da Lemko, uma distribuidora da Huawei, tinha repassado à companhia chinesa informação secreta sobre novos produtos.

 

A denúncia da Motorola acrescentou que a informação chegava diretamente a Ren Zhengfei, fundador da Huawei.

 

"A queixa não tem nenhum fundamento. A Huawei não tem outra relação com a Lemko além do acordo de distribuição", assegurou a empresa asiática em e-mail ao China Daily.

 

A Huawei planeja desembarcar em breve no mercado americano através de aquisições de firmas locais.

 

Assim, a Huawei pode fazer propostas pela compra da companhia Nokia Siemens Network (NSN), especializada em redes sem fios, por US$ 1,2 bilhões.

 

A empresa chinesa obteve em 2009 lucros líquidos de 18,3 bilhões de iuanes (US$ 2,7 bilhões), 133% a mais que o ano anterior.

 

A companhia, considerada a segunda maior do mundo em seu setor, atrás apenas da Ericsson, atribuiu a melhora dos resultados à força mostrada pelas vendas ao exterior e ao aumento do investimento em telefonia celular de terceira geração (3G) na China.

 

A empresa, com sede na cidade de Shenzhen, disse que trabalha com 45 das 50 maiores operadoras de telecomunicações do mundo, entre elas a espanhola Telefónica, com a qual mantém acordos de serviço para Espanha e América Latina.

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