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Chinesa informa não ter interesse na compra da Fiat

Geely, uma das asiáticas apontadas como possível compradora da gigante ítalo-americana, negou interesse na negociação

Anelisa Lopes, especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

16 Agosto 2017 | 18h52

A Geely Automotive, proprietária da Volvo, negou interesse na compra do Grupo Fiat Chrysler Automobiles (FCA). Especulações sobre essa negociação começaram a circular no início desta semana.

"Não temos nenhum plano do tipo no momento", disse o diretor executivo da Geely Gui Shengyue. Ele explica que a aquisição de uma empresa estrangeira é complicada para eles, mas que para outras marcas chinesas é um caminho rápido para o desenvolvimento de novos veículos. 

Sergio Marchionne, principal executivo do Grupo FCA, não esconde que deseja realizar uma fusão em território asiático, já que as opções de compradores nos Estados Unidos e na Europa parecem ter se esgotado. 

No ano passado, a Zhejiang Geely Holding, controladora da Geely, manteve diversos contatos com a FCA. No entanto, segundo a imprensa internacional, o interesse demonstrado no passado pelo grupo ítalo-americano já não existe.

A Geely, porém, continua expandindo seus domínios em territórios internacionais. Há três meses, a empresa chinesa anunciou a compra de 49,9% da companhia malaia Proton. 

++ Produção de veículos cresce 22% até julho e soma quase 1,5 milhão de unidades

Desde que a possível venda da Fiat a investidores chineses foi anunciada, o preço das ações da empresa ítalo-americana subiu 10%. A companhia tem valor estimado de US$ 20 bilhões. 

Parceria. Enquanto o possível negócio com chineses não sai, a FCA vai firmar uma parceria tecnológica com a BMW.

A montadora alemã, a Intel e a Mobileye anunciaram nesta quarta-feira, 16, que a FCA será a primeiro fabricante a juntar-se às três empresas no desenvolvimento de uma plataforma global para a produção de veículos autônomos.

De acordo com a BMW, cada um contribuirá com suas melhores capacidades para diminuir o tempo de chegada desses modelos ao mercado. Por ora, a previsão é de que os autônomos estejam nas ruas a partir do início da próxima década.

A empresa alemã reagrupará engenheiros na Alemanha e em outras localidades, enquanto a FCA levará sua experiência adquirida no mercado norte-americano. A cooperação entre as companhias deverá dar origem, até o fim deste ano, a cerca de 40 protótipos autônomos, que serão usados em testes. 

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