Chinesa Lenovo produzirá tablet no Brasil

A chinesa Lenovo, uma das quatro maiores fabricantes de computadores do mundo, deve lançar em "três a quatro semanas" um tablet (computador portátil com tela sensível ao toque, cujo modelo mais conhecido é o iPad, da Apple) voltado para o mercado corporativo, disse ontem em São Paulo o diretor de produtos da Lenovo no Brasil, Jaison Patrocínio.

Renan Carreira, O Estado de S.Paulo

29 de junho de 2011 | 00h00

Segundo ele, a empresa importará o produto por cerca de dois meses e, depois, por meio de parcerias, ele começará a ser produzido no Brasil. "Nossa estratégia não é ter fábrica no Brasil. Vamos contar com parceria para a manufatura", disse Patrocínio. Ele afirmou que, após a produção ter início no País, o preço do tablet deve cair de 15% a 20%. Ele não mencionou valor, mas disse que será mais barato que o iPad.

O gerente de produto da Lenovo no Brasil, Jorge Moncau, afirmou que a empresa desenvolve um tablet visando ao mercado varejista. Disse que espera lançar o tablet para o varejo até o Natal.

Crescimento. A fabricante chinesa projeta crescer 77% no Brasil neste ano, com foco no mercado varejista. Em 2010, a empresa registrou expansão de 75% no País. Segundo Patrocínio, a Lenovo quer atingir dois dígitos de participação de mercado no Brasil em dois anos - hoje, a companhia detém próximo de 9%.

"Nós dobramos de tamanho na Argentina por uma questão do mercado de educação, mas, dentre os emergentes, como China, Rússia, América Latina como um todo -menos a Argentina -, o Brasil foi o país em que mais crescemos", afirmou Patrocínio.

Ainda que atinja a meta, Patrocínio disse que a Lenovo, em oitavo lugar, não deve assumir a liderança no País. "Vamos ficar na segunda ou terceira posição."

A empresa apresentou oficialmente ontem o executivo Xia Li como presidente para as operações no Brasil. Ele disse que a estratégia que será usada no Brasil é a de "proteger e atacar", isto é, proteger o mercado corporativo, em que a Lenovo já é a segunda colocada, e atacar o mercado varejista.

Segundo Moncau, a empresa conta com 28 varejistas e pretende dobrar esse número até o fim do ano. Para isso, planeja ampliar suas operações nas Regiões Norte e Nordeste, com o aumento do número de lojas e de parceiros. Li afirmou ainda que, "além de buscar uma expansão no varejo, nossa meta é ampliar o portfólio em soluções voltadas para pequenas e médias empresas".

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