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Chinesa State Grid tem aval do Cade para entrar na CPFL

Valor total da compra de fatia da Camargo Corrêa na maior elétrica privada do País pode superar R$ 25 bilhões

Reuters

22 de setembro de 2016 | 13h15

SÃO PAULO - A chinesa State Grid obteve aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), sem restrições, para a compra por cerca de R$ 6 bilhões da fatia da Camargo Corrêa na maior elétrica privada do país, a CPFL Energia.

A maior elétrica do mundo disse ao órgão de defesa da concorrência que o negócio "possivelmente" envolverá também a aquisição das parcelas de outros sócios da CPFL, o que poderia levar o valor total da transação a superar R$ 25 bilhões e tornar a State Grid a única acionista da companhia.

A autorização do Cade para a entrada da State Grid no bloco de controle da CPFL consta de despacho do órgão publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira.

Na análise do processo, o Cade afirmou que os mercados de atuação da CPFL - geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia - "estão sujeitos à intensa regulação por parte da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), reduzindo a probabilidade de um comportamento anticompetitivo" após a transação.

Os dois outros controladores da CPFL, que são o fundo de previdência dos funcionários do Banco do Brasil, Previ, e a Bonaire, que representa diversos fundos, terão agora a opção de permanecer na companhia ou decidir pela venda conjunta de suas participações aos chineses pelo mesmo valor por ação ofertado à Camargo.

Se Previ e Bonaire saírem da companhia, será acionada a opção de tag along, pela qual os acionistas minoritários terão a oportunidade de também vender suas participações na CPFL aos chineses pelo mesmo valor ofertado aos demais sócios.

Procurados, Previ e Bonaire não responderam imediatamente se já decidiram sobre a permanência como acionistas na CPFL Energia.

A CPFL informou anteriormente que o negócio já fechado até o momento envolve a venda aos chineses também da participação de 51,6% da companhia na subsidiária CPFL Renováveis, avaliada na operação em R$ 3,17 bilhões.

A State Grid entrou no mercado brasileiro em 2010, quando fechou a aquisição de ativos de transmissão de energia por quase US$ 1 bilhão.

Desde então, a State Grid já arrematou concessões para construir no Brasil projetos de grande porte na área de transmissão, como as linhas de transmissão que escoarão a energia da hidrelétrica de Belo Monte do Nordeste para o Sudeste.

Apesar do aval do Cade, a conclusão da operação para entrada da State Grid na CPFL depende ainda de aprovação da Aneel.

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