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Chinesas confirmam parceria em Libra

CNOOC e CNPC, tidas como principais candidatas a formar consórcio com a Petrobrás, chegaram juntas ao local do evento, no Rio

Sabrina Valle, O Estado de S.Paulo

21 de outubro de 2013 | 03h13

RIO - As seis empresas asiáticas cadastradas para participar do primeiro leilão do pré-sal que será realizado na tarde desta segunda-feira, no Rio, enviaram equipes pequenas para participar da disputa. Os representantes das chinesas que, segundo apurou o Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, farão consórcio junto com a Petrobrás, CNOOC e CNPC, chegaram juntos e confirmaram a parceria.

Até domingo, a expectativa era que pudesse haver apenas um consórcio na disputa pela gigante de Libra, única em oferta, com entre 8 bilhões e 12 bilhões de barris. Além das duas chinesas, poderiam fazer consórcio com a Petrobrás a francesa Total e uma quinta empresa. Até as 17 horas, representantes da Repsol/Sinopec e da colombiana Ecopetrol ainda não haviam pegado o credenciamento.

Devido ao temor de protestos e ao forte esquema de segurança preparado pelo governo, a ANP exigiu que todos os executivos participantes se hospedassem já no domingo no hotel onde será realizado o leilão hoje, às 14h, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, e fizessem o credenciamento o quanto antes.

As asiáticas mandaram não mais do que dois representantes da China. Onze empresas estão habilitadas, incluindo a Petrobrás, mas nem todas devem apresentar lances pela área. Era pouco provável que empresas que não estivessem hospedadas e credenciadas no domingo fizessem lances, já que a orientação da ANP era para credenciar o quanto antes.

O diretor da ANP, Helder Queiroz, disse haver rumores de preparação de uma manifestação contra o leilão com 2 mil pessoas. Durante toda a tarde algumas dezenas de representantes da Petrobrás, obrigada por lei a ficar com pelo menos 30% de Libra, e da ANP, organizadora da rodada, fizeram check-in no hotel e se misturaram às dezenas de policiais federais, oficiais do Exército e da Marinha, além de policiais à paisana armados e com escuta, que circulavam pelo lobby do hotel.

Não houve praticamente movimento de asiáticos. Os representantes da CNOOC e a CNPC ficaram hospedados respectivamente no oitavo e no sexto andares e chegaram juntos. Um deles, que seria vice-presidente mas preferiu não se identificar, disse não ter notícia da terceira chinesa, a Sinopec. "Não sei da Sinopec, pois nós da CNOOC e CNPC estamos juntos", disse, confirmando informação antecipada pelo Broadcast.

Às 13h30, o quarto da presidente da Petrobrás, Graça Foster, estava pronto, segundo recepcionistas, embora não tivesse notícia de que ela estivesse hospedada. A presença dela não é esperada no leilão. O diretor de Exploração e Produção da Petrobrás, José Miranda Formigli, que representará a estatal na disputa, fez check-in às 15h40 e não confirmou nem desmentiu a participação de Graça.

A diretora-geral da ANP, Magda Chambriard, chegou ao hotel sem voz. O ministro e Minas e Energia, Edison Lobão, também já estava no hotel ontem. Ele foi recebido na porta do hotel por Magda.

O ministro afirmou que mesmo se houver apenas um consórcio na disputa pela área a licitação será considerada um sucesso pelo governo.

Ele ressaltou não descartar a possibilidade de mais um consórcio se apresentar. Questionado se a indústria brasileira tem capacidade para atender as regras de conteúdo local impostas no leilão, Lobão garantiu que o setor não perdeu o ritmo por conta da ausência de rodadas de licitação de petróleo e gás nos últimos anos. "A indústria brasileira está preparada"

A presidente Dilma Rousseff, que inicialmente participaria do leilão, tampouco era esperada. O diretor da ANP Helder Queiroz fez check-in por volta das 15h. Representantes da ANP fariam uma simulação do leilão no fim da tarde, como de costume.

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