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Chineses fazem greve em fábrica da LG

Trabalhadores reclamam que bônus na Coreia do Sul é igual a um ano de salário, enquanto na China equivale a um mês

PEQUIM, O Estado de S.Paulo

29 de dezembro de 2011 | 03h05

Cerca de 8 mil funcionários de uma fábrica chinesa de telas que pertence à sul-coreana LG paralisaram parte da produção, em protesto contra a política de bônus da empresa. Segundo o grupo China Labor Watch, de Nova York, os trabalhadores entraram em greve segunda-feira na unidade de Nanjing, oeste da China.

O bônus anual pago aos empregados chineses foi equivalente a um mês de salário, enquanto os trabalhadores da Coreia do Sul receberam bônus igual a um ano de salário.

A China tem enfrentado uma onda de protestos nos últimos dois anos. Seus trabalhadores exigem melhores salários e outros benefícios, diante do aumento do custo de vida. A queda da demanda por produtos chineses nos Estados Unidos e na Europa e as medidas do governo chinês para inibir os empréstimos bancários têm levado a cortes de funcionários e pressões para que os empregados remanescentes trabalhem mais.

Os líderes comunistas desencorajam atividades independentes de trabalhadores, mas têm permitido muitos protestos recentes, especialmente em empresas estrangeiras, para que o aumento de salários incentive a demanda interna e reduza a dependência de exportações.

Negociação. Os funcionários da LG em Nanjing reuniram-se com a administração, mas rejeitaram uma oferta de aumentar o bônus anual de funcionários chineses para o equivalente a dois meses de salário, segundo a China Labor Watch.

Claire Ohm, porta-voz da LG em Seul, confirmou a disputa trabalhista, depois de a China Labor Watch ter informado que a greve começou na segunda-feira. "Parte da produção foi suspensa", disse Ohm.

Ela não confirmou o desentendimento sobre bônus como causa da greve, mas informou que a produção deve ser retomada hoje. / REUTERS E AP

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