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Chineses investem em fornecedor da Apple

As rígidas regras de capital da China proíbem que os cidadãos do país invistam diretamente na Apple, mas isso não os impede de buscar uma participação no sucesso da fabricante do iPhone por meio da compra de ações de seus fornecedores.

XANGAI, O Estado de S.Paulo

25 de abril de 2012 | 03h11

Há uma corrida de investidores para adquirir ações das duas únicas empresas chinesas de capital aberto que a Apple confirmou como fornecedores, causando alta considerável em seu valor de mercado. Há também uma especulação forte quanto a ações de companhias que o mercado acredita estarem indiretamente envolvidas com a gigante da tecnologia.

Desde que a Apple divulgou sua primeira lista de fornecedores, na metade de janeiro, as ações da Suzhou Anjie Technology se valorizaram mais de 30%. O salto também ocorreu com outra empresa cujo nome estava na lista. A BYD, uma montadora de automóveis na qual o investidor americano Warren Buffett tem participação, saltou em mais de 15% desde a metade de janeiro. O Índice Composto de Xangai subiu em 5,6% no mesmo período.

"Os investidores querem participar do crescimento da Apple porque acreditam que as vendas do iPad e do iPhone continuarão fortes", disse Zhou Feng, analista da Donghai Securities. "Investir nos fornecedores da Apple não é uma má ideia, porque eles são como as garotas que saem com o cara rico", comparou.

As ações da Apple, listadas na Nasdaq, atingiram o recorde de US$ 644 neste mês. Depois, caíram 11%. Mas ainda acumulam 41% de alta em 2012.

O mais perto que um investidor individual chinês pode chegar de deter ações na Apple, dada a proibição à aquisição de ações estrangeiras, é a compra de cotas em um dos fundos de investimento internacionais autorizados sob o programa de Investidor Institucional Interno Qualificado. Alguns desses fundos investiram em ações da Apple. / REUTERS

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