Chips de operadoras suspensas continuam à venda em bancas e camelôs

Anatel informou que a fiscalização do cumprimento da medida será por meio da ativação de novas linhas e não nos pontos de venda

Marina Teixeira Gazzoni, O Estado de S. Paulo,

23 de julho de 2012 | 18h38

SÃO PAULO - Os consumidores conseguiram comprar chips de Claro, TIM e Oi mesmo com a proibição das vendas de novas linhas a partir de hoje nos Estados onde são líderes em reclamações. As lojas das empresas procuradas pelo Estado em São Paulo, Fortaleza, Aracaju, Vitória, Porto Alegre e Curitiba não ofereciam chips e novas linhas de telefonia móvel, mas os vendedores terceirizados, como bancas de jornal e camelôs, estavam vendendo o produto.

Na semana passada, a Anatel proibiu a TIM de vender chips em 18 Estados e no Distrito Federal, a Oi em cinco Estados e a Claro em três, incluindo São Paulo. A agência informou que a fiscalização do cumprimento da medida será por meio da ativação de novas linhas e não nos pontos de venda. As empresas que descumprirem a determinação poderão ser multadas.

O dono de uma banca de jornal no centro de São Paulo, Ricardo Guerreta, estava vendendo um chip da Claro por R$ 7. Ele diz que soube da proibição pela imprensa e, por isso, deixou de encomendar novos chips da operadora. "Estou vendendo o que tenho em estoque. Só restou um", disse. O empresário disse que compra o produto de uma revendedora da Claro e que ninguém o procurou para dizer que ele não poderia vender o produto a partir de hoje.

Na loja da Claro as vendas estavam suspensas. O administrador de sistema, Dalmo Cardoso, tentou comprar um chip e não conseguiu. "Voltei hoje a morar no Brasil e só tenho o celular corporativo", disse. Como a maior parte de seus familiares é cliente da Claro, ele vai esperar as vendas da empresa serem retomadas para comprar o celular. A ligação tem custo reduzido entre números da mesma operadora.

A Anatel informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que a determinação prevê que as vendas sejam interrompidas em todos os canais de venda. Mas, segundo o órgão, a fiscalização ocorrerá na ativação do chip e não nos pontos de venda. A reportagem do Estado comprou um chip da Claro em uma banca de jornal em São Paulo, mas não conseguiu ativar a linha. A Claro não se pronunciou sobre a questão até o fechamento desta edição.

A TIM informou que vai cumprir a determinação da Anatel e que a venda de novos chips por parceiros não tem sua autorização. "Em função da alta capilaridade de sua rede de vendas, com mais de 300 mil pontos, a empresa reforça que orientou a interrupção das vendas nos estados citados, seja de dados ou voz, ainda que por alguma circunstância um ponto de venda independente continue comercializando o chip.". Os novos chips não serão ativados.

Segundo o diretor-executivo do Procon-SP, Paulo Goés, o cliente que comprou o chip, mas não conseguiu ativa-lo tem direito a reembolso. A responsabilidade, segundo ele, é tanto da banca de jornal quanto da operadora.

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