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Chirac diz que tarifa sobre aço é "inaceitável"

O presidente da França, Jacques Chirac, disse que a tarifa que os EUA impuseram sobre as importações de aço é "inaceitável". Segundo a porta-voz de Chirac, Catherine Collona, o presidente disse que aos seus ministros que a decisão "protecionista" dos EUA é "séria". "É obviamente contrária às regras da Organização Mundial do Comércio", disse Chirac, segundo Collona.Collona acrescentou que Chirac expressou esperanças de que a União Européia reaja à ação unilateral dos EUA "vigorosamente" e de forma "unânime". Segundo ela, Chirac disse que a resposta para proteger os produtores de aço da Europa tem de ser eficiente e rápida.Taxação do aço prejudica setor na EuropaNa Europa, a decisão dos EUA de taxar as importações de aço, levaram as ações da Arcelor, maior siderúrgica do mundo, a perderem 3,4% na bolsa de Paris, enquanto as ações da anglo-holandesa Corua caíram 1,9% em Londres. A Arcelor é resultado de fusão entre a francesa Usinor, da companhia de Luxemburgo Arbed, e da espanhola Aceralia.O diretor-executivo da Arcelor, Guy Dolle, disse que a decisão norte-americana é "injusta e incompatível com as leis de comércio internacional", uma vez que os preços do aço nos EUA são 20% superiores aos dos praticados na Europa.Em Frankfurt, as ações da ThyssenKrupp recuaram 2%. Em Estocolmo, vários papéis do segmento caíram forte, entre eles os da Rautaruukki, com maior exposição aos EUA, que perderam 4,8%.Arcelor prepara respostaA gigante européia Arcelor chamou a tributação sobre o aço, imposta por Bush, de "deplorável". "Nós ficamos desapontados com a decisão", disse um porta-voz da Arcelos. "Retroceder não é o melhor caminho para o mercado siderúrgico dos Estados Unidos". A Arcelor vai seguir a orientação da União Européia na preparação de uma resposta à ação dos EUA, adicionou. "Até o último minuto, nós pensamos que Bush poderia ser mais razoável", disse."Bush impôs limites e sobretaxas de 8% a 30% na importação de produtos siderúrgicos. Com duração de três anos, as medidas começam a vigorar em 20 de março para proteger a siderurgia do país da competição estrangeira. As salvaguardas afetam diretamente as vendas da União Européia e Japão, mas preservam o volume médio das exportações brasileiras de semi-acabados de aço, que representam 70% das exportações siderúrgicas do País para os EUA. É que a importação deste tipo de produto terá uma cota de 5,4 milhões de toneladas. Na metade da manhã, as ações da Arcelor caíram 1,1% para 14,86 euros (US$ 12,95) na bolsa de Paris.

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