Christian Lacroix sucumbe à crise no mercado de luxo

Empresa pede concordata na França

Efe, PARIS, O Estadao de S.Paulo

29 de maio de 2009 | 00h00

A casa de alta costura francesa Christian Lacroix, atualmente controlada pelo grupo americano Falic, pediu concordata ontem, por causa das "consequências da crise financeira mundial, que afeta de maneira significativa o setor do luxo".Após apresentar o pedido de concordata no Tribunal Comercial de Paris, a empresa francesa confirmou em comunicado que vai propor à corte "um plano para que continuem as atividades".Após ter sido vendida pelo grupo francês LVMH, no início de 2005, a Christian Lacroix empreendeu um plano ambicioso e de longo prazo de reposicionamento da marca no mercado do prêt-à-porter de luxo, diz a casa de moda. "Infelizmente, essa estratégia sofreu de maneira severa as consequências da crise financeira", reconheceu a companhia.FORTUNASAs vendas da coleção de verão de prêt-à-porter feminino, atividade essencial da casa, sofreram uma queda de 35%, à medida em que a alta costura, setor tradicionalmente deficitário, foi afetado pela erosão das grandes fortunas.O presidente da Christian Lacroix, Nicolas Topiol, reconheceu no comunicado que a companhia deseja continuar com suas atividades, mas as "dificuldades inerentes à crise sobre o mercado do luxo" reduziram notavelmente as receitas da empresa.A companhia perdeu 10 milhões no ano passado, assinalou Topiol, citado pelo jornal francês Le Figaro. Topiol comentou que, em 2008, a empresa se dedicou à busca de parceiros financeiros que apoiassem a estratégia da marca, mas esse projeto também sofreu os efeitos da crise.O presidente da casa de moda explicou, de acordo com o Le Figaro, que grande parte dos resultados negativos da empresa se explicam pelo forte queda do mercado americano para produtos de luxo. O Tribunal de Comércio de Paris, que analisa o pedido de concordata, deve se pronunciar na semana que vem sobre o assunto.

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