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Chrysler, Ford e GM temem quebra e pedem socorro

Executivos das 3 montadoras querem US$ 25 bilhões para sobreviver; Congresso dos EUA avalia pedido

Dow Jones Newswire, Washington, O Estadao de S.Paulo

19 de novembro de 2008 | 00h00

Duas das "Três Grandes de Detroit", as maiores montadoras dos EUA, estão à beira do colapso, alertaram os executivos das empresas ao Comitê Bancário do Senado. Eles pediram ajuda de emergência do governo para evitar o que eles dizem seria uma "catástrofe econômica". A perspectiva desanimadora das montadoras se tornou mais sombria quando o executivo-chefe da Chrysler, Robert Nardelli, revelou que sua empresa corre o risco de ficar sem dinheiro se não receber ajuda. Até ontem, o foco em Washington estava sobre a problemática General Motors, que enfrenta a crescente especulação que será forçada a pedir concordata."Sem um apoio financeiro imediato, a liquidez da Chrysler pode cair abaixo do nível necessário para sustentar as operações no curso normal", disse Nardelli no depoimento, que foi a primeira de várias audiências programadas para esta semana no Congresso sobre a indústria automobilística. Nardelli se juntou aos executivos das rivais GM e Ford Motor para pedir US$ 25 bilhões em empréstimos.Os executivos defenderam a administração de suas companhias, dizendo que precisam do apoio do governo para enfrentar a crise econômica, não por falha na tomada de decisão. Eles buscaram combater as críticas disseminadas de que não fizeram o suficiente para reestruturarem suas companhias.O depoimento dos executivos das montadoras ocorre no momento em que os democratas tentam empurrar uma proposta para fornecer mais US$ 25 bilhões ao setor. Os republicanos se opõem à ajuda e ameaçam barrar a medida."Isso é mais do que apenas Detroit", disse o executivo-chefe da GM, Richard Wagoner, em seu discurso, argumentando que a falência de uma montadora teria efeito propagador através da economia. "É sobre salvar a economia dos EUA de um colapso catastrófico." O executivo-chefe da Ford, Alan Mulally, disse que embora sua companhia não esteja tão em risco quanto a GM, um colapso de sua rival seria sentida nas operações da Ford "em poucos dias, se não, em horas". Ele disse que a indústria automobilística é única na qual fabricantes concorrentes são servidos pelos mesmos fornecedores.Tanto os senadores democratas quanto os republicanos repreenderam os executivos. "As montadoras falharam em se adaptar à mudança e seus acionistas estão retribuindo a crítica sobre aquele fato", disse o presidente do Comitê de Bancos do Senado, o democrata Christopher Dodd, referindo-se ao colapso das ações da GM e da Ford. "Elas abordaram os desafios do século 21 com uma mente decididamente do século 20 e estamos pagando o preço." Os democratas apresentaram uma proposta de lei que contempla tal ajuda, mas a probabilidade dela ser aprovada este ano permanece vaga por causa da forte oposição dos republicanos. "Se o modelo de negócios não for mudado, vocês (montadoras) vão falir não importa quanta assistência o governo proporcione", disse o senador democrata Jon Tester, durante a audiência.O senador republicano Richard Shelby disse que estava preocupado de o Congresso "empregar uma abordagem apressada ao problema". "Estamos aqui no Senado sendo solicitados a facilitar um setor automotivo mais forte e competitivo ou para perpetuar um mercado deficiente?'', questionou. Já Michael Enzi, também republicano, desqualificou as reivindicações de que a falência de uma das montadoras teria amplos efeitos propagadores, exortando os colegas a "resistirem à ilusão de desastre econômico iminente". Jim Bunning, outro senador republicano, criticou a atual proposta que foi apresentada pelos democratas por não fazer o suficiente para reestruturar as companhias. "É virtualmente um cheque em branco que não exige sérias considerações ou concessões."Os parlamentares disseram que qualquer ajuda deve estar atrelada ao desenvolvimento de mais veículos eficientes no consumo de combustível.

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