Chrysler prevê liquidação caso Corte adie venda para Fiat

Montadora pediu que o tribunal rejeite pedido emergencial que bloqueia transação para a fábrica italiana

Danielle Chaves, da Agência Estado,

08 de junho de 2009 | 13h12

A montadora americana Chrysler afirmou que pode ser forçada a uma liquidação caso a Suprema Corte dos EUA concorde em adiar a sua venda para a italiana Fiat. Em um documento datado da noite de domingo, 7, a montadora pediu que o tribunal rejeite o pedido emergencial feito por um grupo de fundos de pensão do estado de Indiana que se opõe à venda. O grupo pediu que o tribunal suspenda a transação enquanto continua tentando bloqueá-la.

 

"Não há outro interessado nos ativos da Chrysler", afirmou um advogado da companhia no documento. "A única outra alternativa viável para a Chrysler é proceder com uma liquidação que não vai gerar mais que US$ 800 milhões para todas as partes", acrescentou. A montadora citou o prazo de 15 de junho imposto pela Fiat para fechamento da transação, baseado no "estado frágil e na erosão diária do valor" da Chrysler.

 

O pedido emergencial dos fundos de Indiana foi feito depois que a 2ª Corte de Apelações de Nova York reiterou, na sexta-feira, 5, a aprovação da compra da maior parte dos ativos da Chrysler pela Fiat. A venda, peça fundamental da reorganização da Chrysler dentro do Capítulo 11 da Lei de Falências dos EUA, havia sido aprovada no domingo da semana passada pelo Tribunal de Falências de Manhattan.

 

Os fundos de Indiana querem que a suspensão do negócio, que expira às 17h desta segunda-feira ou quando a Suprema Corte decidir intervir, estendendo a negociação. Caso a Suprema Corte não se pronuncie depois daquele horário, a venda poderá ser fechada ainda esta noite.

 

Segundo a montadora, os fundos de pensão contrários à venda para a Fiat perderiam cerca de US$ 5 milhões se o acordo fosse aprovado. Os fundos receberiam US$ 12,2 milhões assim que a fusão acontecesse, relatou a Chrysler no documento. Os fundos gastaram US$ 17 milhões para comprar os títulos de dívida da montadora. As informações são da Dow Jones.

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