Churrascarias brasileiras nos EUA ficam à margem da "vaca louca"

As churrascarias brasileiras nos Estados Unidos e no Canadá ainda não sentiram o efeito da suspensão das importações de carne brasileira pelos países que fazem parte do Nafta (a área de livre comércio da América do Norte). Todos os restaurantes especializados em rodízio compram a carne de fornecedores locais. Os donos das churrascarias também não temem um problema de imagem associado a alegação de que as importações foram suspensas por conta de risco da contaminação da doença da vaca louca no rebanho bovino brasileiro. "Um ou outro cliente me perguntou sobre a procedência da minha carne", disse Jorge Ongaratto, um dos sócios da churrascaria Fogo de Chão, que tem restaurantes em Dallas e Houston (Texas) e está abrindo uma filial em Atlanta (Georgia). Segundo ele, a repercussão da notícia tem sido mínima entre a sua clientela, da qual "98% são americanos".Segundo João de Matos, dono da churrascaria Plataforma em Nova York, a notícia da suspensão das importações de carne não afetou o movimento. "Os clientes sabem que a carne servida em grandes restaurantes é rigidamente controlada e inspecionada pelas autoridades norte-americanas", disse Matos. A Plataforma compra sua carne de fornecedores locais. "Não trabalhamos com carne congelada", disse. Ele não está preocupado com um problema de imagem que os canadenses estão tentando causar com a acusação da doença da vaca louca. "A notícia pegou a comunidade brasileira de surpresa", informou Olga Sobrinha, dona da Casa do Churrasco, restaurante localizado em Toronto, no Canadá. "É o que mais se comenta aqui no restaurante", disse ela. "Há uma revolta com essa campanha de difamação contra o Brasil." Cerca de 75% da clientela do restaurante são de brasileiros. "Mas todos estão tranquilos porque sabemos que não há caso de vaca louca no Brasil", disse. Há no Canadá cerca de 8 mil a 10 mil brasileiros, sendo que mais de 50% encontram-se em Toronto, maior cidade daquele país.

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