Chuva é insuficiente nos EUA e grãos voltam a subir

Cenário: Filipe Domingues

O Estado de S.Paulo

28 de julho de 2012 | 03h11

As chuvas desta semana foram insuficientes para recuperar as lavouras de milho e soja do Meio Oeste dos Estados Unidos, que desde o início de junho sofrem com a falta de umidade, e os preços das duas commodities voltaram a subir ontem na Bolsa de Chicago. Analistas dizem que a seca é a mais grave em 50 anos no país, maior produtor de grãos do mundo. Os contratos do milho para entrega em dezembro fecharam em alta de 2,19%, cotados a US$ 7,9325 por bushel. A soja também avançou 2,19%. Para a semana que vem, meteorologistas preveem tempo seco na maior parte das áreas produtoras, de modo que os preços devem permanecer sustentados.

"Ainda há muita incerteza sobre as safras dos Estados Unidos. As previsões não mostram nenhum alívio significativo", disse à agência Dow Jones o analista Shawn McCambridge, da corretora Jefferies Bache. Segundo ele, investidores embutiram um prêmio de risco nas cotações, assimilando a perspectiva de perda de produtividade. Ontem, a consultoria Informa Economics, referência para os investidores, reduziu suas estimativas para o rendimento das lavouras de milho e soja de 2012/13.

Os preços do trigo caminham na esteira do milho e da soja. Além de o trigo concorrer com o milho na alimentação animal, os participantes do mercado observam as condições climáticas em países como a Rússia, onde a estiagem também é um risco. O Conselho Internacional de Grãos (IGC, na sigla em inglês) diminuiu em 8,2% sua estimativa de produção de trigo 2012/13 no país.

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