Chuva melhora condição das pastagens

Nas lavouras de hortaliças, entretanto, umidade favorece ocorrência de doenças

Fábio Marin , do Estadão,

15 de novembro de 2007 | 22h11

A passagem de uma frente fria pela Região Sudeste deixou o tempo chuvoso em todo o Estado de São Paulo. A temperatura máxima ficou em torno de 30 graus e a mínima entre 17 e 21 graus. A umidade do solo continua subindo e, na maioria das localidades, já atingiu o limite máximo de armazenamento, garantindo o suprimento hídrico às lavouras e pastagens em todo o Estado.Em Campinas e Guaratinguetá o excedente hídrico passou dos 40 milímetros ao longo da semana, exigindo atenção dos produtores para as práticas de proteção do solo contra a erosão. O uso de curvas de nível, terraços e, principalmente, o plantio direto na palha são práticas essenciais para a conservação do solo. A chuva também prejudica os produtores de hortaliças de Mogi das Cruzes, onde, após três semanas de chuva, o excesso de umidade favorece a ocorrência de doenças e reduz a qualidade dos produtos.Para as lavouras em fase de germinação e estabelecimento, como o milho em Altinópolis, Itaberá e Cândido Mota, e a soja em Miguelópolis, Promissão e Guairá, a boa regularidade da chuva é favorável, permitindo a constituição de lavouras com população adequada de plantas e com bom vigor.Nos cafezais, a chuva promoveu o florescimento em praticamente todo o Estado, mas ainda há dúvida sobre o efeito da seca no vigor das flores. O intenso estresse hídrico associado às altas temperaturas pode comprometer o desenvolvimento dos botões florais, com efeito negativo sobre a próxima safra.TRIGOA safra do trigo terminou em praticamente todo o Estado e, apesar dos atrasos causados pela chuva nas lavouras mais tardias, a safra deste ano foi boa para os produtores. A estiagem iniciada em agosto - início da colheita - favoreceu a maturação de uma safra de grãos com boa qualidade e bons preços.A chuva dificultou o tratamento fitossanitário e a colheita da uva em Jales e Fernandópolis; atrasou corte e transporte da cana em Piracicaba, Jaú e Ribeirão Preto e prejudicou a secagem do feijão das águas, a extração do látex nos seringais de Votuporanga, Valentim Gentil e Mirassol e a colheita da laranja em Itápolis, Bebedouro e Matão.*Fábio Marin é pesquisador da Embrapa Informática Agropecuária. Para mais informações sobre tempo e clima, acesse www.agritempo.gov.br

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