Chuva no Texas valoriza algodão

Chuvas de granizo em áreas de produção de algodão dos Estados Unidos, na noite de quinta-feira, alimentaram os rumores sobre uma eventual restrição na oferta. Como o momento é de forte demanda global e preços já altos, a cotação da commodity disparou na Bolsa de Nova York. Os contratos da pluma para entrega em dezembro saltaram 3,46% na sexta-feira e fecharam a 119,71 centavos de dólar por libra-peso. O algodão só não subiu mais porque atingiu o limite de variação diária estabelecido pela bolsa, de 4,0 cents.

Análise: Filipe Domingues, O Estado de S.Paulo

23 de outubro de 2010 | 00h00

As chuvas de granizo atingiram, principalmente, o Estado do Texas e podem, no mínimo, causar atrasos na colheita, pois o algodão precisa estar completamente seco para ser retirado da lavoura. Embora ainda não se conheça o tamanho do prejuízo, qualquer ameaça à produção neste momento causa especulação. Essa sensibilidade do mercado se deve ao fato de que grandes produtores de algodão, como China e Paquistão, recentemente perderam parte de suas safras por conta de fatores climáticos.

Na Bolsa de Chicago, o dia foi negativo para milho e soja. O milho fechou em queda de 0,75%, cotado a US$ 5,60 por bushel. Analistas disseram que o preço do cereal estava alto demais e inibiu as exportações. Já a soja recuou 0,17%. O trigo teve ligeira alta, de 0,30%, por causa do clima seco em regiões produtoras dos Estados Unidos.

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