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Chuvas ameaçam colheita de café na América Central

Fortes chuvas na América Central estão dificultando a produção e as rotas de comércio de café na região, fornecedora de 10% do café consumido no mundo. A temporada chuvosa foi bastante violenta em países como Honduras e Guatemala, que produzem o grão arábica suave, muito cobiçado por apreciadores da bebida.

FILIPE DOMINGUES, Agencia Estado

20 de outubro de 2011 | 09h03

Os ventos estão arrancando as folhas dos pés de café, expondo as cerejas que ainda não estão maduras. Além disso, o café maduro está caindo no solo encharcado antes que seja cuidadosamente colhido, de modo que o grão se danifica e não pode ser vendido.

Isso tem ajudado a puxar os preços internacionais do café. Os futuros acumulam alta de 5,7% desde que registraram o menor nível em nove meses, no início de outubro, incluindo o salto de 2% nesta terça-feira, para 236,15 cents/lb na bolsa ICE Futures US, em Nova York.

O produtor Felix Regalado, que cultiva café em uma pequena fazenda em Honduras, maior país produtor na América Central, está prestes a colher a safra principal da região, num momento em que a oferta está apertada. Os estoques certificados de café arábica da ICE caíram quase 60% desde setembro de 2009. Grandes torrefadoras estão esperando a nova colheita das Américas Central e do Sul, após três anos de produção insuficiente.

"O café está caindo das plantas, tanto cerejas maduras quanto as imaturas", disse Regalado. As condições climáticas também dificultam a estocagem do café nos terminais ou nos portos. "Quando chove assim, não podemos colher", explicou. "E quando está escorregadio, temos de transportar a cavalo."

Em El Salvador, o equivalente a 2% da exportação prevista de 1,3 milhão de sacas de 60 kg foi perdido por causa das chuvas, de acordo com a diretora-executiva do Conselho Salvadorenho de Café, Ana Elena Escalante. O presidente do país, Mauricio Funes, disse que El Salvador já recebeu um volume recorde de chuvas, superando o registrado em 1998 com o furacão Mitch, um dos desastres mais graves da história da região.

As chuvas pesadas pegaram parte da indústria de café de surpresa. "Eu não esperava", admitiu o presidente da Associação Nacional de Café Guatemalteca, Ricardo Villanueva. "É impossível prever." A Guatemala é o segundo maior produtor e Villanueva disse que as perdas são mínimas, mas que "os danos em infraestrutura são terríveis". As informações são da Dow Jones.

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