Chuvas de verão não vão desligar usinas térmicas

BRASÍLIA - As chuvas de verão dentro da média histórica e a retomada gradativa dos níveis nos principais reservatórios da Região Sudeste do País não mudaram em nada a estratégia da cúpula do setor elétrico, de manter o acionamento máximo das usinas térmicas.

André Borges, O Estado de S.Paulo

07 de janeiro de 2015 | 02h03

A ordem do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) é seguir com a utilização plena da capacidade de geração das térmicas a gás, biomassa e a óleo, mesmo durante o período de chuvas, para preservar os reservatórios.

Nesta semana, as usinas termoelétricas têm entregue mais de 14 mil megawatts (MW) diários para atender à demanda nacional. Isso equivale a cerca de 23% de toda a energia consumida diariamente.

A orientação dada pelo ONS fica mais evidente quando os dados atuais são comparados ao cenário de um ano atrás. Na primeira semana de 2014, a geração entregue pelas térmicas foi de 7 mil MW médios, o correspondente a apenas 14% da demanda nacional e metade do volume atualmente acionado.

Ressalta-se o fato de que, entre janeiro de 2014 e janeiro de 2015, a capacidade total das térmicas não mudou, saltando de 21,3 mil MW para 22,1 MW. Como cerca de 5 mil MW de geração térmica sempre estão indisponíveis, por conta de processos de manutenção e restrições operacionais, o que sobra mesmo para o governo são cerca de 15 mil MW. "Temos trabalhado com medidas operativas para preservar os reservatórios das usinas de cabeceira. Essa medida vai prosseguir", disse Hermes Chipp, diretor-geral do ONS, ao Estado.

Chipp voltou a garantir que, apesar da situação precária dos principais reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste (regiões tratadas de forma integrada pelo setor), há indicações de que eles chegarão ao início de abril com 33% da capacidade máxima de armazenamento de água. Hoje, o volume é de 20%.

"Estamos contando com um volume de chuvas de 70% em relação à média histórica, o que não é uma previsão alta para o período úmido. Por isso, acreditamos que é perspectiva favorável e suficiente para garantir o abastecimento", afirmou.

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