Chuvas dispensam uso de térmicas a gás até 2008

As fortes chuvas do início desse ano, que elevaram o nível dos reservatórios das hidrelétricas, diminuíram a necessidade de o Brasil precisar do gás natural para operar as termelétricas até 2008, segundo Maurício Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), autarquia ligada ao Ministério de Minas e Energia. "Dado o nível elevado dos reservatórios, a necessidade de operar as térmicas a gás será muito pouca", comentou o executivo.Tolmasquim disse que o governo trabalha com um cenário de garantia de suprimento até 2010. As chuvas verificadas no período de verão até o momento permitirão que o País passe o com tranqüilidade os anos de 2007 e 2008, período que a situação conjuntural do gás natural é apertada."A partir de 2009, teremos incremento na oferta da Petrobras. Serão 20 milhões de metros cúbicos diários oriundos de plantas de regaseificação de GNL no Rio de Janeiro e no Ceará e outros 24 milhões adicionais no Sudeste, com o aumento na produção em Santos, Campos e Espírito Santo", explicou o presidente da EPE.O executivo afirmou que, hoje, os reservatórios do Sudeste estão próximos de 65% da capacidade, com perspectiva de chegar a 75% no curto prazo. Isso é positivo, de acordo com o presidente, porque a região, junto com o Centro-Oeste, é grande poupança de água do País, "permitindo o suprimento energético do Nordeste e do Sul".Sobre o Sul, o Tolmasquim explicou que os reservatórios tiveram uma boa recuperação, com nível próximo a 60%. Entretanto, ele não descartou que a região sofra com os problemas verificados em 2006, quando a falta de chuvas diminuiu o volume de água nos reservatórios e impediu a geração de energia das hidrelétricas. "O grande problema no Sul é que os reservatórios são ´nervosos´, ou seja, pequenos. Eles enchem e esvaziam rapidamente", justificou.

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