Cias aéreas dos EUA querem mais ajuda do governo

As principais companhias áreas dos EUA preparam-se para solicitar ao governo federal outra rodada de ajuda financeira, devido à deterioração do setor em meio ao fraco tráfego de passageiros e o aumento dos custos de combustíveis. As temporadas de primavera e verão desagradaram as maiores operadoras do país. Os sinais iniciais de que a receita estava gradualmente se recuperando nos meses que seguiram os atentados de 11 de setembro foram interrompidos em março, com a frágil economia e os temores com relação à segurança nos aeroportos desanimando os passageiros.A receita em agosto foi a última dos desapontamentos: a receita unitária, medida-chave de quanto a operadora obtém por milhagem de vôo, declinou 17,2% em relação a 2000, e 6,6% em comparação com 2001. Recentemente, os analistas aumentaram suas estimativas de prejuízos no setor, prevendo que os resultados em 2002 serão maiores do que a perda recorde de US$ 7,7 bilhões no ano passado. O número de 2001 inclui uma injeção de caixa de US$ 5 bilhões a partir do governo federal para contrabalançar as perdas decorrentes da suspensão de serviços aéreos após 11 de setembro.As companhias aéreas dos EUA também estão efetuando "lobby" junto ao governo para que assuma mais dos custos referentes à segurança da aviação e seguros, bem como fornecer abatimento fiscal. Representantes do setor realizaram várias visitas aos congressistas e senadores nas últimas semanas com relação ao assunto. O subcomitê de aviação da Câmara de Deputados programou uma audiência para amanhã para discutir a saúde financeira das operadoras.

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